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NO PAIN NO GAIN: Aceitação e compromisso no treino e na vida

Dor. Velha companheira do Homem. Dor física, dor emocional, dor na alma. Temos tantas palavras para definir níveis tão diferentes dessa coisa que pode ser: sensação, sentimento e, sobretudo, comportamento. Conforme nos tornamos capazes, pelo aprendizado filogenético e sociocultural de observar e nomear o sofrimento, também aprendemos a desenvolver formas de lidar com ele como: remédios, afeto, fuga, lutar, beber, comer, se drogar, entre outras.

Muitas vezes temos a consciência que fugimos, evitando algo que nos faz ou fará sofrer. No entanto, muitas outras vezes não estamos cientes desses comportamentos. É quando fazemos de tudo para não sofrer. Infelizmente, a generalização desses comportamentos de fuga acaba nos levando a fugir, até mesmo, da dor do sacrifício, da dor necessária para a conquista de algum objetivo. O exercício físico, a saúde corporal e psicológica, o sucesso no trabalho e nos relacionamentos, tudo isso exige um trabalho de construção que, por sua vez, pode produzir algum tipo de sofrimento. Para atingir uma meta no treino ou na vida, é necessário abrir mão de uma série de coisas e se comprometer com várias outras. Isso pode ser sofrido. Fugir da dor, então, pode significar desistir do caminho que leva aos objetivos. Qual a solução? Aceitar a dor como fato da vida e parte do caminho e se comprometer, com os passos que levam até a conquista do sonho.

Tentar fugir do sofrimento não faz com que ele diminua. Quando estamos com uma música na cabeça, parece que quanto mais tentamos esquecê-la, mais ela gruda na gente, não é mesmo? Quem disse que temos que tentar apagar, abafar ou matar a dor? O ser humano constrói máquinas, desenvolve alimentos e remédios capazes de diminuir a dor; ele também persegue o sonho de eliminar o sofrimento, prolongando a vida e evitando a morte. Isso não é de todo errado. Temos mesmo que fazer frente à dor. Não podemos tolerar a violência, a exploração, o roubo, por exemplo. Isso é enfrentamento, não fuga.

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Enfrentar a dor é buscar resolver problemas, é construir um mundo mais seguro e justo. Entendam a diferença: enfrentar a dor é aceitar que ela existe e se comprometer com a mudança; fugir da dor é tentar negar, apagar a sua existência através de subterfúgios (comida, bebida, drogas, trabalho em excesso, sexo, etc.).

O que você faz para fugir do sofrimento? Quando alguém briga com você, sua reação é acabar-se num pote de sorvete? Quando você acha que o treino não está dando resultado, você enche a cara de cerveja e desiste? Quando algo dá errado você passa o dia todo pensando naquilo, remoendo, revivendo a situação? Agora me diga: esses comportamentos te aproximam ou te afastam dos seus valores e objetivos? Caso você venha fazendo coisas parecidas para diminuir sua dor, saiba que você encontra-se controlado pela situação. Aceite a dor como um fato e observe seus sentimentos. Observe, mas não se identifique com eles. Você é maior que sua dor, você não é seus sentimentos, pensamentos e atitudes negativas. Deixe que o sofrimento viva, desapegando-se dele. Ele vem, mas também vai. Siga adiante com seus valores e objetivos.

É óbvio que a vida não é fácil. É verdade que muita gente vai tentar te atrapalhar, te fazer sofrer, te empurrar quando deveria estender a mão. Não, a vida não é um mar de rosas. No entanto, não jogue energia fora tentando mascarar seu sofrimento. A dor é parte da vida. Empenhe-se em conquistar sua felicidade; direcione suas forças para transformar sua realidade; foque em construir um mundo melhor. Centralize-se. Viva o aqui e agora. Nada vai te derrubar.

Saiba que todo e qualquer objetivo exige sacrifícios. Você quer um abdômen sarado? Quer músculos definidos? Quer perder peso? Vai ter que aceitar a dor do treino, a dor de se afastar de excesso de bebida alcoólica, refrigerante, doces, entre outros alimentos e bebidas que não auxiliarão na conquista de seus objetivos. Então, você aceitará a dor e se comprometerá com seus objetivos? Ou prefere fundir-se com o sofrimento e deixá-lo destruir todos os seus sonhos?

 

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Sempre que for iniciar uma rotina de treinamento, consulte um Educador Físico. Sempre que for fazer uso de suplementos alimentares, procure a recomendação de um Nutricionista.

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3 comentários em “NO PAIN NO GAIN: Aceitação e compromisso no treino e na vida

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