O acúmulo de água e outros fluídos no espaço que fica entre as células do nosso corpo causa a retenção de líquido, quando isso acontece ocorre um visível inchaço na barriga, mas pode também aparecer o inchaço nas pernas e nos pés.
O profissional de Educação Física e Especialista em treinos de academia e dietas, Leandro Twin CREF 128544 G/SP dá dicas para eliminar o inchaço naturalmente e ressalta que o acúmulo de gordura na barriga não deve ser confundido com a retenção de líquido.
Para saber como combater a retenção de líquidos e partir para as dicas para eliminar o inchaço naturalmente, é preciso entender melhor as causas.
O que causa a Retenção de Líquido
A retenção de líquido pode ter várias causas, sendo o alto consumo de sódio uma das mais comuns, é necessário enfatizar que o sódio está presente em vários alimentos como:
- Refrigerantes;
- Temperos industrializados;
- Alimentos ultraprocessados;
- Biscoitos, Snacks entre outros…
Outras causas importantes incluem:
Sedentarismo
A falta de atividade física dificulta uma boa circulação e a eliminação de líquidos.
As Flutuações Hormonais
Nesta questão, as mulheres são mais afetadas porque sofrem mais mudanças hormonais.
No período do ciclo menstrual, o aumento da progesterona provoca a retenção de líquido.
Na gestação, devido ao aumento do volume sanguíneo e as mudanças hormonais há maior retenção de líquidos e portanto inchaço principalmente nos pés e nas pernas.
Na menopausa o desequilíbrio hormonal pode provocar a retenção hídrica levando a um inchaço principalmente no abdômen.
Além de uso de pílulas anticoncepcionais e reposição hormonal na menopausa.
Alguns medicamentos como os corticoides e anti-inflamatórios têm como efeito colateral a retenção de líquido.
E algumas doenças como:
- Hipertensão;
- Insuficiência cardíaca;
- Insuficiência renal;
- Insuficiência hepática;
- Reações alérgicas;
- Doenças vasculares.
Dicas do Especialista para Eliminar a Retenção Naturalmente
(Por Leandro Twin via YiuTube)
O professor especialista em treinos de força Leandro Twin, baseado em sua vasta experiência alerta para soluções que realmente funcionam, ressaltando que o uso de alguns suplementos como magnésio não é necessário para eliminar o inchaço e destaca que a redução do inchaço corporal melhora a definição muscular.
Ele enfatiza que é crucial diferenciar a retenção de líquido e alto percentual de gordura.
Caso haja um percentual de gordura alto, tomar diuréticos ou seguir outras medidas para desinchar não trará o efeito desejado, nesta situação é preciso primeiro focar em diminuir a gordura corporal.
As condutas propostas pelo professor para desinchar mais rápido podem ser praticadas habitualmente sem prejudicar a saúde, aqui estão elas:
1 – Diminuir o Consumo de Sódio
O sódio é essencial para funções do organismo, como a contração muscular, por isso a meta é apenas reduzir, e não eliminá-lo completamente da dieta.
2 – Evite alimentos Enlatados e Embutidos
Estes alimentos possuem alta concentração de sódio para sua conservação, portanto favorecem a retenção de líquido.
3 – Aumente a Ingestão de Água
A água é um diurético natural. A quantidade depende da necessidade de cada um, quem treina mais intensamente necessita de maior quantidade de água do que quem treina moderadamente.
A melhor maneira de verificar se a quantidade de ingestão de água está adequada é pela cor da urina que deve ser amarelo-claro.
4 – Consumir Chá
Chá verde, chá de hibisco e chá de cavalinha, estes chás são diuréticos naturais, a recomendação é tomar de 500 ml a 1 litro de cada um por dia, mas é importante saber que devem ser contabilizados com o total de líquidos diários.
5 – Consuma Cafeína
A cafeína tem um efeito diurético mais notável quando consumida de forma pontual. Ou seja, ela fará a diferença para desinchar se não for consumida todos os dias.
6 – Drenagem Linfática
Como no caso da cafeína, funciona quando realizada de maneira pontual, fazer com muita frequência não traz efeitos significativos.
7 – Atividade Física
Quando praticamos exercícios há maior perda de líquidos pelo suor, facilitando a eliminação do inchaço.
8 – Consuma alimentos ricos em Potássio
Como banana, abacate, frutas secas, feijão: o potássio compete com o sódio, isso pode aumentar a excreção do sódio pela urina.
9 – Utilize Temperos Naturais
Troque os temperos em pózinhos e caldos industrializados por orégano, alecrim, tomilho, pimenta do reino, limão, troque o sal comum pelo sal light.
O que não fazer: Erros no combate a Retenção de Líquidos
Uma prática perigosa, mas muito comum entre atletas de artes marciais para evitar a retenção de líquidos é a restrição hídrica, que consiste em não ingerir líquidos durante um período que pode durar 24 horas ou mais, provocando uma severa desidratação.
A restrição hídrica causa desidratação severa e provoca um desequilíbrio de minerais essenciais como o sódio, potássio e magnésio que são responsáveis por várias funções do organismo.
A falta destes minerais provoca sintomas como fadiga, tontura, caĩbras e até convulsões.
Embora esta seja uma prática comum entre os atletas de luta que tem o objetivo de uma perda rápida de peso para se enquadrar em uma categoria, esta conduta ameaça seriamente a saúde.
Em estudos realizados sobre estratégias para perda de peso, mesmo que a restrição hídrica seja um erro, algumas pessoas podem se sentir tentadas a usá-la para “caberem em uma roupa”, mas este é um risco desnecessário.
Perguntas e Respostas
O que é retenção de líquido?
É o acúmulo excessivo de água nos tecidos, causando inchaço em pernas, pés, abdômen e rosto.
Quais são as principais causas da retenção de líquidos?
Excesso de sódio, sedentarismo, alterações hormonais, medicamentos e má circulação. Para melhorar a circulação, confira:
O que Emagrece Mais: Aeróbio ou Musculação?
Beber mais água não piora a retenção?
Não. A hidratação adequada ajuda o corpo a eliminar o excesso de líquidos.
Quais alimentos ajudam a eliminar a retenção de líquidos?
Frutas como abacaxi e melancia, vegetais como pepino, e chás diuréticos naturais (cavalinha, chá verde).
Quais alimentos devem ser evitados para reduzir o inchaço?
Ultraprocessados, fast food e enlatados ricos em sódio.
Exercício físico ajuda a combater a retenção?
Sim. Atividades aeróbicas e musculação estimulam a circulação.
Compreenda qual pode lhe auxiliar, confira:
O que Emagrece Mais: Aeróbio ou Musculação?
O ciclo menstrual pode aumentar a retenção de líquidos?
Sim, as alterações hormonais pré-menstruais podem causar inchaço temporário.
O estresse e o sono ruim influenciam na retenção?
Sim. Eles alteram hormônios que afetam a circulação. Para melhorar performance e equilíbrio, confira:
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Quando devo procurar um médico por causa da retenção?
Se o inchaço for frequente, doloroso ou vier com falta de ar/dor no peito.
A Chave para um Corpo sem Inchaço
Ao longo deste artigo, vimos que a retenção de líquido pode ter diversas causas, desde hábitos alimentares até flutuações hormonais.
No entanto, a boa notícia é que existem maneiras eficazes e naturais de combater o inchaço.
Conforme as dicas do professor Leandro Twin, a chave para eliminar o inchaço naturalmente está em uma combinação de fatores: manter-se bem hidratado, reduzir o consumo de sódio, praticar atividades físicas e incluir alimentos ricos em potássio na dieta.
Estudos abordados neste artigo também nos alertaram sobre os perigos de práticas extremas, como a restrição hídrica, que podem causar sérios danos à saúde.
É importante salientar que o combate à retenção de líquidos é uma jornada de hábitos saudáveis e consistentes, e não uma corrida por soluções rápidas.
Ao adotar essas práticas, você não apenas melhora a definição muscular, mas também investe em sua saúde e bem-estar.
Referências
White CP, Hitchcock CL, Vigna YM, Prior JC. Fluid Retention over the Menstrual Cycle: 1-Year Data from the Prospective Ovulation Cohort. Obstet Gynecol Int. 2011.
Bárbara Freitas Santos. A desidratação como estratégia para rápida perda de peso em praticantes de luta Research, Society and Development,2023. v. 12, n. 13,
Hernandez, A.J.; Nahas, R.M. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Rev Bras Med Esporte. Vol. 15. Num. 2. 2009. p. 1-12.