Início Dieta A Dieta Cetogênica funciona? (como tirar o melhor proveito)

A Dieta Cetogênica funciona? (como tirar o melhor proveito)

As dietas para perda rápida de peso geralmente se resumem em um tipo de alimentação restritiva, neste caso segue-se uma alimentação com restrição de carboidratos que devem ter um consumo muito abaixo do normal enquanto que aumenta-se consideravelmente o consumo de gorduras e um pouco mais de proteínas, desta maneira é discutível até que ponto a dieta cetogênica funciona e o que se tem a perder e a ganhar com este método.

Partindo do princípio de que em uma alimentação equilibrada e saudável a composição dos macronutrientes é de 55 a 75% de carboidratos (priorizando os carboidratos complexos) 10 a 15% de proteínas e 15 a 30% de gorduras, percebe-se que a dieta cetogênica provoca uma mudança brusca no organismo, pois o corpo precisa da energia do carboidrato e está dentro da dieta cetogênica viria das gorduras.

Quando o corpo obtém a energia por meio das gorduras ocorre um mecanismo onde são produzidas substâncias chamadas corpos cetônicos e quando há maior produção destas substâncias podem acontecer algumas alterações e efeitos.

Nosso post de hoje vai esclarecer sobre estes efeitos e se a dieta cetogênica funciona realmente, e como ela ajuda a emagrecer,por isso continue aqui!

 

O que acontece no organismo quando se faz a dieta cetogênica?

 

Como já foi citado anteriormente, a dieta cetogênica prioriza as gorduras e proteínas, sua composição é de 10 a 15% de carboidratos, 50% de gorduras e 30% de proteínas.

Nosso organismo tem um estoque de glicogênio (tipo de carboidrato complexo que pode ser facilmente quebrado e liberado como glicose), fica armazenado no fígado e é captado inicialmente quando há privação de carboidratos e quando acaba o estoque do glicogênio, o corpo busca a sua segunda fonte de energia que são as gorduras.

Vale ressaltar que mesmo quando não há consumo de carboidratos, o organismo produz glicose por um processo denominado de gliconeogênese que acontece a partir do lactato e glicerol (que é parte dos compostos dos triglicerídeos) e também dos aminoácidos, este mecanismo é responsável pela produção dos corpos cetônicos.

Os corpos cetônicos são produzidos em decorrência da gliconeogênese quando a glicose é produzida a partir das gorduras e eles se formam também quando passamos muito tempo em jejum.

Em uma dieta com privação de carboidratos e produção excessiva de corpos cetônicos surgem vários efeitos colaterais que iremos mostrar no próximo tópico.

 

Efeitos da Dieta Cetogênica

 

# Dores de cabeça, enjoo e fadiga

Os corpos cetônicos produzidos em excesso causam enjoos e a privação de carboidrato leva a fadiga extrema.

 

# Mau humor

Com a privação dos carboidratos há menor produção de triptofano, um aminoácido primordial para a síntese de serotonina, o hormônio do bem estar.

 

# Falta de concentração

O cérebro necessita de energia para desenvolver suas funções e com a falta de carboidratos afeta o seu funcionamento, tornando-o mais lento.

 

# Hipoglicemia

Devido a redução brusca de carboidratos ocorre uma queda brusca de glicose sanguínea, podendo ocasionar desmaios e até convulsões.

 

# Perda muscular

A privação de carboidratos leva o corpo a tirar energia dos aminoácidos ocasionando uma perda de síntese proteica e consequentemente de músculos.

 

# Aumento de HDL colesterol

Por estimular o consumo de gorduras, inclusive do tipo saturada, ocorre um aumento do HDL (colesterol ruim).

 

# Risco de Câncer

Devido o aumento do consumo de alimentos embutidos que contenham nitrato pode ocorrer maior risco de aparecimento de tumores de estômago, esôfago e intestino.

 

# Hipertensão arterial

O alto consumo de alimentos embutidos ricos em sódio eleva a pressão arterial.

Diante do que foi colocado até aqui podemos constatar que a dieta cetogênica funciona, mas as consequências podem ser maiores que os benefícios.

 

Alimentos permitidos na Dieta Cetogênica

 

# Proteínas

Carnes de todos os tipos, ovos, bacon, peito de peru, presunto, salsicha, linguiça, etc.

 

# Vegetais

Couve,espinafre, alface, brócolis, couve flor, cebolinha, rabanete, pepino e repolho.

 

# Oleaginosas

Avelã, castanha de caju, macadâmia, nozes, amêndoas e amendoim.

 

#Peixes

Bacalhau, atum, salmão.

 

# Frutos do mar

Ostra, camarão, lagosta, lula, mexilhão.

 

# Leite e derivados

Queijos muçarela,  suíço, coalho, parmesão, cheddar, cottage, cream cheese, manteiga e iogurtes.

 

# Óleo de coco, banha de porco

 

# Frutas

Amora, cereja, abacate, morango, mirtilo.

 

A dieta cetogênica funciona?

 

Em primeiro lugar é preciso esclarecer que as dietas restritivas são prejudiciais a longo prazo e muitas vezes provocam o efeito sanfona e outros.

A dieta cetogênica funciona sim, mas para sustentar a perda de peso é necessário que após o período de realização desta dieta priorize-se uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos para manter o peso conquistado, pois nenhuma dieta pode durar para sempre, por isso uma reeducação alimentar é primordial para que o emagrecimento seja sustentável.

Por isso quem utilizar a dieta cetogênica por um período vai perder peso rápido sim, mas terá que tomar algumas medidas para não recuperar os quilos perdidos.

É sempre indicado procurar um nutricionista antes de começar qualquer dieta, principalmente as do tipo restritivas, pois todas trazem consequências e esta não é diferente, como foi apresentado no tópico anterior existem vários efeitos colaterais.

Por esta razão, o mais importante antes de iniciar esta dieta além de saber se a dieta cetogênica funciona, é saber se ela vale a pena.

 

Para finalizar…

A dieta cetogênica funciona como ficou esclarecido, mas não deve ser realizada sem o aval de um nutricionista ou médico, pois traz consequências para o organismo e outras possibilidades menos drásticas podem ser apresentadas para emagrecer.

Esperamos ter esclarecido suas dúvidas a respeito da dieta cetogênica e que tenham gostado do nosso post.

 

Até a próxima!

Não esqueçam de compartilhar!

 

Referência

Almeida,G. Pouco carboidrato, muita controvérsia.Cienc. Cult. vol.69 no.4 São Paulo Oct./Dec. 2017.

 

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