21 jan

O que é o Ômega 3, para que serve, função, carência, excesso, alimentos e suplementos

O que é o Ômega 3, para que serve, função, carência, excesso, alimentos e suplementos

Se você tem um mínimo de atenção a sua saúde, certamente já ouviu falar do ômega 3 e possivelmente, tem alguma ideia de quais são seus benefícios.

Mas, considerando tudo que já foi dito sobre a substância, também há exageros e até alguns mal-entendidos que precisamos esclarecer.

A começar pelo caráter miraculoso ao qual o ômega 3 é alçado em certas propagandas menos cuidadosas.

Porque na verdade, nenhum suplemento ou alimento age sozinho no nosso organismo, é necessário uma série de outros cuidados e recomendações coadjuvantes da boa saúde, certo?

Não porque hajam riscos no consumo (desde que moderado) ou, porque não seja extremamente saudável, mas, porque está longe de ser um agente divino.

É apenas um elemento de suplementação alimentar, não produzido por nossos organismos e muito útil para a saúde de forma geral.

Sendo assim, vejamos o que realmente faz do ômega 3 um suplemento alimentar tão recomendável.

 

O Que é Ômega 3?

 

Como dissemos, o ômega 3 não é produzido pelo organismo e talvez seja este o motivo de seus benefícios só terem sido descobertos há poucas décadas.

Trata-se de um tipo de gordura poliinsaturada, também conhecido como ácido graxo, presente no óleo de alguns peixes e sementes e chamou a atenção da medicina pela primeira vez, na década de 1970.

Na ocasião, um levantamento dos níveis de colesterol e gorduras totais em comunidades de esquimós, revelou índices discrepantes quando comparados a alimentação tipicamente gordurosa de sua cultura.

 

Para que serve o Ômega 3?

 

O ômega 3 é comprovadamente benéfico para as funções cardiovasculares, mas, não é capaz de regenerar quadros avançados e o consumo excessivo, pode até ter efeito inverso.

O que traduzido, significa que tem um efeito regulador, que contribui para o controle de inflamações diversas, que por consequência, atenua vários outros problemas, auxiliando o organismo a lidar melhor com o envelhecimento.

Entre os 3 tipos de ácido graxos, cada um tem uma função diferente para o organismo humano.

No caso do ômega 3, o efeito mais genérico da substância é a sua atuação moduladora sobre as funções corporais físicas, fisiológicas e cerebrais.

Nessa mesma pesquisa, por exemplo, está observação deu início a uma série de estudos sobre as relações entre o consumo de ácidos graxos e a baixa incidência de algumas doenças naquelas comunidades, sendo as mais destacadas:

  • As doenças cardiovasculares de forma geral;
  • A Aterosclerose;
  • A Artrite;
  • A Hipertensão;
  • A Trombose;
  • A Asma;
  • A Psoríase;
  • As Doenças Autoimunes.

No entanto, somente o consumo ideal – na quantidade certa – é que garante segurança para obtenção dos efeitos benéficos já clinicamente comprovados, como veremos a seguir:

 

Benefícios do Ômega 3

 

Não apenas nas comunidades de esquimós, mas em tantas outras pesquisas, vários benefícios são apontados para quem consome a quantidade correta de ômega 3, como por exemplo:

  • Relevante para proteger o coração e estrutura cardíaca;
  • Aumenta os níveis do colesterol bom;
  • Influencia para o equilíbrio na pressão arterial;
  • Auxilia no desenvolvimento das fibras de mielínicas (tecido adiposo que protege o coração);
  • Previne o organismo contra a diabetes;
  • Ajuda na proteção da retina ocular;
  • Estimula a vasodilatação;
  • Tem feito anti-inflamatório.

Ainda dentro do quesito qualidade de vida, também tem efeito na produção serotonina, aumentando a sensação de bem-estar e a disposição mental, o que evita o desenvolvimento ou agravamento de quadros depressivos.

Além disso o ácido graxo tem grande relevância para potencializar o emagrecimento e manutenção do peso.

 

Ômega 3: Formas de Consumo e Quantidade Ideal

 

Pode não ter ficado claro, mas, na cultura alimentar esquimó, o ômega 3 é onipresente e portanto, os efeitos observados naquela comunidade são o resultado de uma vida inteira de rotina alimentar inalterada.

Neste sentido, é muito difícil reproduzir os mesmos níveis de benefícios e malefícios, em uma alimentação balanceada, onde o consumo geral de ômega 3 será relativamente mais baixo.

Além disso, é importante fazer uma distinção entre os tipos de ômega 3, que podem ser divididos didaticamente em dois grupos:

  • Ácido Eicosapentaenoico (EPA) e Ácido Docosahexaenoico (DHA): encontrado em peixes como o salmão e a sardinha e alguns outros frutos do mar como o krill.
  • Ácido Alfa Linolênico (ALA): encontrado em sementes como a linhaça, a chia e o cânhamo.

A principal diferença entre ambos, é que o ômega 3 de origem vegetal, precisa ser processado pelo nosso organismo, enquanto o de origem animal tem atuação direta.

O que significa que é preciso ingerir uma quantidade muito maior de óleo vegetal para obter a mesma quantidade de ácidos graxos que se pode obter a partir de frutos do mar.

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Além disso, o processamento dos ácidos graxos depende da presença de um nível adequado de enzimas, o que nem sempre é o caso.

Seja como for, não há ainda um consenso na comunidade científica acerca da quantidade ideal a ser consumida, embora algumas entidades indiquem 250 mg diárias como parâmetro.

Mas, há exceções notáveis que precisam de acompanhamento médico, como diabéticos e mulheres grávidas, para quem se costuma recomendar quantidades diárias maiores (ao menos 500 mg).

 

Carência de Ômega 3 – o que causa ao organismo?

 

Desde o nascimento de prematuros, que podem ser consequência da carência do ácido graxo até a aparência da pele, que fica muito seca, com dificuldades de cicatrizar feridas, os níveis baixos de ômega também resultam em outras deficiências como:

  • Extremo cansaço, sem motivo aparente e que dificulta a produtividade diariamente;
  • Aumento da probabilidade de desenvolver problemas cardíacos, principalmente agravando os casos de trombose;
  • Para organismos acometidos com patologias diversas a falta de ômega 3 influencia para desenvolvimento de inflamações e infecções;
  • Maior chance de desenvolver obesidade.

 

Excesso de Ômega 3 – o que ele causa?

 

Voltemos ao estudo realizado na comunidade de esquimós.

Obviamente, o maior consumo de ômega 3 não erradicou as doenças por completo, apenas, foi um dos agentes presentes na cultura alimentar local, a mantê-las em níveis discretos e controlados.

Por outro lado, nas mesmas comunidades, observou-se que a incidência de epilepsia estava acima da média.

Da mesma forma, o organismo dos esquimós apresentava dificuldades para lidar com hemorragias e como ficou comprovado posteriormente, o ômega 3 pode diminuir a capacidade de coagulação sanguínea se consumido em excesso.

De acordo com alguns estudos, ainda sem potencial valor científico, como o exposto no Journal of the National Cancer Institute, o excesso de ômega poderia estar relacionado com o maior número de incidência de tumores malignos em próstatas.

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 A aterosclerose, que tem uma das causas a inibição dos lipídeos, e que proage para a ocorrência de infartos e Acidente Vascular Cerebral (AVC), também tem como instigador o maior nível de ácido graxo no organismo.

Nota-se também relevante aumento do colesterol LDL (prejudicial) no organismo quando o nível de ômega 3 está acima dos limites.

 

Quais os melhores alimentos com Ômega 3?

 

A menos que se tenha algum quadro clínico como alergia, por exemplo, o consumo de salmão, sardinha e krill é preferível ao de sementes, por facilitar a absorção pelo organismo.

E dentre os frutos do mar, o óleo de krill tem vantagens sobre o de salmão e sardinha, pois é ainda melhor absorvido, além de conter astaxantina, um antioxidante mais potente que o de outras fontes.

Por outro lado, é bom ter em mente que frutos do mar são muito suscetíveis a contaminação do ambiente em que vivem e algumas destas toxinas, anulam os possíveis efeitos benéficos do seu consumo.

Como regra geral, frutos do mar que se encontram na base da cadeia alimentar são menos contaminados, mas, não há realmente nenhuma garantia.

Também é importante ressaltar que o aquecimento dos frutos do mar, diminui ou até mesmo elimina os efeitos do ômega 3.

De origem vegetal, podemos citar as sementes de Chia, Linhaça e também o Nozes, como fontes com maior concentração deste nutriente.

 

Suplementação com Ômega 3

 

Considerando que comer peixes in natura pode ser um problema, porque difere muito do hábito dos brasileiros, restam os óleos vegetais ou ainda, adotar os suplementos em cápsulas, desde que sejam de origem confiável.

Sendo que estas cápsulas ainda tem uma vantagem adicional: a possibilidade de saber exatamente qual a dosagem que se está ingerindo, podendo realizar ajustes conforme as necessidades.

Todas as doenças de baixa incidência nas comunidades esquimós podem ser combatidas em maior ou menor grau pelo consumo de ômega 3, porém, como dissemos, não existem milagres.

Todo o organismo é beneficiado com este suplemento, que aumenta a qualidade de vida, uma vez que o consumo de ômega 3 tende a reduzir a gordura corporal, auxiliando no emagrecimento.

Recomendamos a você incorporar os alimentos citados e também outros com doses de ômega na sua dieta, obviamente que deverá consultar o nutricionista ou endocrinologista caso tenha dúvidas sobre como consumir.

 

Comente abaixo sobre sua experiência com o ômega 3, e sinta-se à vontade para fazer perguntas também.

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