27 mai

Benefícios do Agachamento!

benefícios-do-agachamentoExercício extremamente perigoso e danoso aos joelhos! É assim denominado pelos “mestres” em treinamento. Vamos ver hoje a verdade sobre esse fato e também a importância desse exercício para quem quer pernas fortes e o tão sonhado abdômen! Abdômen? Sim, eu disse abdômen, mas não é só isso que o agachamento faz por nós, acompanhe!

O agachamento melhora nossa mobilidade funcional e nos dá mais velocidade em caminhadas e corridas, aumenta nossa densidade mineral óssea e com isso, temos a redução da chance de termos fraturas, fortalece a musculatura do core evitando dores nas costas e lesões, maior altura em saltos verticais e um melhor desempenho nos esportes de quadra ou campo. Tudo isso porque o agachamento é um exercício composto, ou seja, recruta mais de um grupo muscular ao mesmo tempo. É um dos melhores exercícios para atletas e para a população em geral. Visto tantos benefícios, não é preciso ser expert para deduzir que todos deveriam estar realizando algum tipo de agachamento.

O agachamento é tão benéfico, mas tão benéfico, que poderíamos pintar um quadro de tão bonito que ele é! Mas não é um exercício simples, requer cuidado com postura, execução, carga, como qualquer outro exercício. Porém, está longe de ser um destruidor de joelhos.

 

Motivos para você fazer Agachamentos

 

De forma geral, quando corremos empurramos o chão para nos locomover. Uma maneira para melhorar essa condição de “forçar” o chão, seria aumentando nossa resistência. Com atuação em músculos como quadríceps, isquiotibiais, glúteos e panturrilhas para produzir força e além disso, ainda ativação da musculatura do core, o agachamento vai permitir a integração dessas partes e com isso, aumento de performance no campo ou na quadra.

Para a população em geral, os benefícios também são bem interessantes. Se beneficiarão de uma melhor mobilidade e menos chance de lesões na parte inferior das costas ou dor no joelho. Estudos mostram menos dores em idosos com osteoartrite depois que iniciaram um treinamento em agachamentos, além de uma melhora no equilíbrio e maior velocidade de caminhada.

Agachamentos era o que lhe faltava! Fortalecendo a parte inferior do corpo e a musculatura central, permitirá a todas as populações mover-se melhor e sentir menos dor ou chance de lesão.

Agachamentos profundos, em que subimos por toda extensão de modo a alongar o tendão da perna, também aumentará a capacidade de impulsão vertical e melhorará o desempenho. Se for de seu interesse ter um desempenho melhor, saltar mais alto, ficar mais forte e ter uma composição corporal melhor, faça agachamentos completos, profundos. Agachamentos com amplitude reduzida podem ser utilizados mas não devem ser o único estimulo de treinamento.

agachamento-saltos-de-gigantes

 

Serve agachamento frontal professor?

 

Opa! O agachamento frontal é uma das suas melhores ferramentas para alcançar novos níveis de performance, flexibilidade e mobilidade dinâmica. Produz altos níveis de força e também ajuda a treinar a aceleração vertical. O agachamento frontal exige que você tenha maior flexibilidade no quadril, tornozelo, ombro e punho. Ele mantém a técnica. Se você trapacear, movendo os quadris para trás durante o movimento de subida, você pode largar a barra ou cair de cara no chão. O agachamento frontal também coloca menos força compressora no joelho que o agachamento comum, enquanto continua a fornecer um estímulo de treinamento comparável aos músculos.

O agachamento frontal trabalha o quadríceps, músculo reto abdominal e eretores da espinha, melhor do que o agachamento livre comum. Isso o torna um excelente exercício para os quadríceps e tronco, que se aplica a velocidade de sprints e capacidade de saltar para os atletas, pois permite que você treine o corpo para transferir força ao longo da cadeia cinética. É interessante também saber, que iniciantes podem se sentir mais confortáveis com o agachamento frontal por não ter uma barra apoiada em suas costas. Ahhhh!!! De quebra também ativa a musculatura do tronco quando cargas pesadas são usadas.

Legal, até agora falamos bastante sobre a atuação nas regiões inferiores, mas e a parte abdominal? Qualquer tipo de agachamento é um ótimo exercício para os músculos abdominais e maior força do core. Um estudo recente da Primeira Divisão de jogadores de futebol Americano, universitários, mostrou que a menor força do corpo e máxima potência medida pelo agachamento de 1RM, foi associada mais diretamente com a força nos músculos do core (músculo reto abdominal, pélvica e quadril cintura, oblíquos e paraespinhais). Poliquin cita que neste estudo, aponta-se para a inutilidade do exercício de prancha para treinar o núcleo para os atletas e a população em geral. A prancha (e prancha lateral) é realizada em uma posição estática não-funcional, que raramente é replicado no esporte ou na vida diária, tornando-se inútil como um componente principal do treinamento.

Para a formação abdominal completa, levantamentos são essenciais e remadas são ideais para a resistência abdominal, porque você deve estabilizar o corpo durante todo o movimento. Flexões, fornecem um treinamento abdominal horizontal estático adequado e pontes, podem ajudar a fortalecer a cadeia posterior se você tem desequilíbrios na parte inferior das costas, ou isquiotibiais.

 

Mas, posso mesmo fazer esse tal de Agachamento então?

 

Todos deveriam realizar agachamentos, quanto antes começar antes se beneficiará. A pesquisa mostra que você deve começar a fazê-los em uma idade jovem para um melhor desempenho e prevenção de lesões. Você não vai machucar os joelhos, se realizado corretamente. Além disso, começar cedo permitirá que os jovens aprendam o treinamento pesado mais cedo, porque eles vão acumular “anos de prática” em uma idade mais jovem.

Que os jovens atletas são altamente treináveis não é nenhuma surpresa, mas a “treinabilidade da juventude” continua a sofrer de estranhos mitos e equívocos que desencorajam os pais e treinadores de esportes, de proporcionar a seus jovens atletas treinamentos de força. Apesar de inúmeras pesquisas relatarem que menos lesões acontecem na sala de musculação do que no campo ou na quadra de esportes e que, treinamento de força para os jovens, em especial os agachamentos como citado acima, melhora a densidade mineral óssea e crescimento ao invés de nanismo, muitos atletas jovens estão perdendo a oportunidade de alcançar seu potencial porque não levantam pesos, porque são inibidos e desencorajados pelos seus pais.

 

Referências:

Poliquingroup – Six_Reasons_Everyone_Should_Do_Squats;

Comfort, P., Haigh, A., et al. Are Changes in Maximal squat Strength During Preseason Training Reflected in Changes in Sprint Performance in Rugby League Players? Journal of Strength and Conditioning Research. 2012. Published Ahead of Print;

Simao, A., Avelar, N., et al. Functional Performance and Inflammatory Cytokines After Squat Exercises and Whole-Body Vibration in Elderly Individuals with Knee Osteoarthritis. Archives of Physical Medicine and Rehabilitation. April 2012. Published Ahead of Print;

Matuschek, C., Schmidtbleicher, D. Influence of Squatting depth on Jumping Performance. Journal of Strength and Conditioning Research. 2012. Published Ahead of Print;

Clark, D., Lambert, M., et al. Muscle Activation in the Loaded Free Barbell Squat: A Brief Review. Journal of Strength and Conditioning Research. 2012. 26(4), 1169-1178;
Matuschek, C., Schmidtbleicher, D. Influence of Squatting Depth on Jumping Performance. Journal of Strength and Conditioning Research. 2012. Published Ahead of Print;

Bird, Stephen and Casey, Sean. Exploring the Front Squat. Strength and Conditioning Journal. February 2012. Published Ahead of Print;

Cissik, John. Coaching the Front Squat. Strength and Conditioning Journal. October 2000. 22(5), 7-12;

Shinkle, J., Nesser, T., et al. Effect of Core Strength on the Measure of Power in the Extremities. Journal of Strength and Conditioning Research. January 2012. Published Ahead of Print;

Okada, T., Huxel. K., Nesser, T. Relationship Between Core Stability, Functional Movement, and Performance. Journal of Strength and Conditioning Research. January 2011. 25(1), 252-261;

Sharrock, C., Cropper, J., Mostad, J., Johnson, M., Malone, T. A Pilot Study of Core Stability and Athletic Performance: Is There a Relationship? International Journal of Sports Physical Therapy. June 2011. 6(2), 63-74;

Keiner, M., Sander, A., et al. Trainability of Adolescents and Children in the Back and Front Squat. Journal of Strength and Conditioning Research. 2012. Published Ahead of Print.

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27 mai

Abdominais Todos os Dias… Pode ou não pode???

Abdominais Todos os Dias

 

Abdominais Todos os Dias…  Eis a questão!

 

Abdominais Todos os Dias… Pode ou não pode??? Sim, não.. Depende… Antes de afirmar algo, vamos pensar?! Respeitando a homeostase que é o “estado de equilíbrio instável mantido entre os sistemas constitutivos do organismo vivo e o existente entre este e o meio ambiente” (TUBINO, 1980), ou simplesmente estado de equilíbrio do organismo…. Quando esse organismo recebe algum estimulo ou seja, um stress (estimulo que quebra a homeostase), este imediatamente dispara um mecanismo compensatório para que seja restabelecido o equilíbrio. Após receber uma sobrecarga de trabalho o organismo inicia sua recuperação.

Analise a figura abaixo, o stress é referido como estimulo e na curva é representado do A ao B, é a fadiga… Do B ao C estamos recuperando e retomando ao nosso estado inicial, tentando reestabelecer a homeostase. Nosso corpo age sempre na defensiva, como já disse antes, quando excitamos a musculatura com o exercício é provocado em nosso corpo uma reação de alarme e esse stress força uma adaptação e compensação, ali nas letras B ao C! Da letra C a D chamamos de SUPERCOMPENSAÇÃO, é onde obtemos ganhos!! Da letra D para frente denominamos destreinamento, significa que o descanso está sendo demais!!

Super Compensação

Entendeu nada né?? Vamos entender melhor… Para desenvolvermos uma musculatura da melhor maneira possível treinamos (A-B) e damos ao musculo um tempo de descanso (B-C) e seu corpo em defesa a esse estimulo procura supercompensar o estimulo (C-D), é a SUPERCOMPENSAÇÃO!! O melhor momento para realizarmos um novo estímulo seria exatamente no ponto D, porém dificilmente acertaremos na mosca… um pouco antes, um pouco depois.

O músculo abdominal se recupera de 1 a 2 dias aproximadamente, dependendo do condicionamento da pessoa em questão e da intensidade do estimulo aplicado!

 

ATENÇÃO QUE AGORA VEM A SACADA!!

26 mai

Termogênico e seu poder na Queima de Gordura

termogenico-e-seu-poder-na-queima-de-gorduraFala, galera! No artigo de hoje vou procurar esclarecer pontos a respeito de perda de gordura e definição muscular, esclarecendo a importância da utilização de um suplemento termogênico neste plano de treino e a minha experiência com alguns produtos.

Muitos fisiculturistas passam um longo tempo em Off Season, priorizando o ganho de massa sem se importar totalmente no acúmulo de gordura que este período pode gerar. Neste período é onde se tem uma dieta hipercalórica, ingerindo mais calorias.

Quando os períodos de competição se aproximam, os atletas entram em On Season e o foco neste período é de manter a massa magra conquistada e eliminar a gordura corporal, a fim de obter uma definição muscular de qualidade.

Esse artigo serve para atleta, ou qualquer pessoa que deseja perder gordura e entender onde o termogênico entra nesse processo.

Perder peso, não significa perder gordura. Então, é ilusório achar que por estar perdendo peso na balança, se está eliminando gordura corporal. Para isso, é importante sempre medir o BF, o índice de massa corpórea e tirar medidas com fitas métricas. Para se atingir definição muscular, logo, é preciso eliminar gordura e para eliminar gordura um suplemento termogênico é de grande ajuda.

Os termogênicos, segundo a nutricionista esportiva Fernanda Dias, da IntegralMédica, contém a cafeína que é um estimulante do SNC (Sistema Nervoso Central) e que tem como função ativar o metabolismo, elevando a termogênese e promovendo a produção de energia através da utilização da gordura corporal. O potencial de poupar o glicogênio muscular, fazendo com que o organismo utilize a gordura como fonte de energia no lugar do glicogênio (combustível energético limitante nos exercícios de endurance), faz da cafeína um eficiente recurso ergogênico, pois, resulta em um aprimoramento da performance dos atletas, além de protelar o estado de fadiga. Outros efeitos da cafeína que resultam na melhora da performance são: estímulo do sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta, estimulando a circulação sanguínea e o funcionamento cardíaco e estímulo da contração muscular, melhorando o desempenho em exercícios de alta intensidade e curta duração.

Logo, concluímos que um termogênico é uma boa opção em um plano de On Season, ou em um objetivo de perda de gordura. Gosto de ressaltar, que nenhum suplemento faz milagre. Não adianta você suplementar se sua dieta não é adequada ou se o seu treinamento não tem intensidade. Como o nome já diz, são suplementos da alimentação e não cápsulas milagrosas. Não adianta comer igual um louco e treinar igual uma moça e culpar a suplementação.

É interessante sempre procurar marcas de qualidade quando for suplementar. Já experimentei três termogênicos diferentes e segue meu relato sobre os mesmos:

Lipo6 Black - Há um grande alvoroço no mercado a respeito deste termogênico. Ele realmente é potente e eficaz na perda de gordura, porém o uso dele pode causar efeitos colaterais como aconteceu comigo. Insônia, taquicardia e até falta de ar. Procurei deixar de usá-lo após duas semanas, pois a prioridade deve ser a saúde. É perigoso se usado por iniciantes e leigos que podem se prejudicar usando de forma inadequada.

LipoDrol – O LipoDrol é um suplemento com base no óleo de sesame e cafeína. Achei a quantidade de cafeína por dose, baixa, e pela intensidade de treinos de fisiculturistas ou atletas profissionais, acho mais viável algo mais potente

Final Cut – O FinalCut da IntegralMédica atendeu às minhas necessidades, finalmente. Alta concentração de cafeína me proporcionou mais energia durante o dia, onde tenho uma dieta hipocalórica (em On Season), consequentemente minha energia e disposição são afetadas, mas com este suplemento consegui perder peso e gordura com qualidade.

Galera, sempre antes de suplementar é importante consultar um profissional que lhe recomende e instrua quanto à utilização do suplemento, seja qual for. Alie uma dieta adequada ao seu objetivo e um treino hardcore e aí o suplemento vai ser seu grande amigo na busca pelos seus objetivos!

 

Bons treinos, forte abraço!

 

21 mai

CORRIDA: “o antídoto para a depressão”!

corrida_depressão

 A depressão ou transtorno depressivo, é caracterizado como um tipo de transtorno do humor e como o próprio nome sugere, afeta o humor. Faz com que a pessoa fique apática, sem energia e motivação para realizar atividades do seu dia-a-dia.

A prática do exercício físico pode ser uma alternativa saudável, para combater essa doença. Isso ocorre por que através dessa prática regular, haverá um aumento da energia e a melhora do humor.

 

Vamos entender o processo fisiológico que ocorre em nosso corpo?

 

Ao dar início ao exercício físico, um estado de excitação geral do corpo vai ocorrer. Isso inclui desde a ativação do metabolismo cardiovascular, alterações endócrinas no cérebro, alterações hormonais e mudanças fisiológicas, que vão se suceder por todo o organismo. Com isso, todas essas mudanças vão suscitar alterações no nosso cérebro, favorecendo alterações positivas nos estados de humor. Nesse processo todo, existe uma substância que é o grande protagonista da história: a endorfina. Quando estamos praticando um exercício físico, no caso a corrida, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Qualquer prática de exercício físico indica a produção automática de endorfina. Porém, a corrida sendo um exercício físico aeróbico, ou seja, mais intenso, faz com que a sensação de bem-estar, advinda da produção do hormônio, seja ainda mais forte. Além disso, quanto maior o tempo praticando o exercício, mais nosso corpo produz o hormônio da endorfina, gerando cada vez mais ânimo e energia no praticante.

Pode parecer controverso dizer que a corrida, algo que sabemos que vai demandar um desgaste calórico e consequentemente de energia, vai nos proporcionar exatamente, mais energia e ânimo. Quando realizamos uma hora de corrida ou de outro tipo de exercício aeróbico, ocorrerá mesmo uma redução temporária da energia, bem como, uma redução da tensão. Mas, após a recuperação do treino, ocorrerá um ressurgimento da energia. Depois da atividade, é comum que a pessoa sinta-se cansada, com menos energia, mas por um efeito de adaptação do seu próprio organismo. Mas após um tempo de recuperação, a pessoa sente-se com mais energia e mais resistente, sendo fortemente impulsionada para a ação.

Dessa forma, a endorfina fará com que a pessoa, após o exercício, fique mais relaxada e tranquila, deixando o humor cada vez mais estável para aquelas pessoas que praticam atividade física de forma regular. O mais importante, afasta do praticante o desânimo e a apatia, característicos da depressão.

Porém, deve-se ressaltar que não é conveniente que a pessoa diagnosticada com depressão abandone o tratamento (seja psicoterapia, com psiquiatra ou ambos) limitando-se apenas à prática da corrida. O mais adequado é que ela utilize a corrida e todo seu beneficio, para potencializar os resultados obtidos com os tratamentos convencionais.

 

Um grande abraço e ótima corrida a todos!

 

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20 mai

11 Dicas para quem costuma TREINAR SOZINHO

treinar-sozinho

Hoje vou falar daqueles que, por motivos de força maior vão a batalha “treinar sozinhos”, absolutamente sem ajuda, buscando dentro de seus espíritos a sua evolução mental e corporal. Já fiz muito disso… em garagens de casas, dentro de clubes abandonados que tinham academias… acordando 5:00 da manhã para realizar meu cárdio em jejum e trabalhar das 7:00 às 18:00 para depois estudar até de madrugada.

Muitas pessoas ficavam me falando: “você é louco” ou “isso é puro narcisismo”. Nunca me deixei abater por essas palavras. Sempre estive focado em meus objetivos e após mais de 20 anos, voltaria novamente para fazer tudo de novo. Hoje sou um praticante de musculação recreativa, mas jamais vou me esquecer dos gritos, a dor, o ácido lático correndo em meu sangue… é algo que pouca gente entende. É uma necessidade de ser especial, de fazer a diferença naqueles breves momentos. Lembram daquele filme Velozes e Furiosos quando Vin Diesel fala: “Nada mais importa… naqueles 10 segundos… eu sou livre”. É a mesma sensação. Para vocês solitários guerreiros vai minha mais profunda admiração. Estou prestes há completar 41 anos e ainda quero pisar em um palco nas competições sênior. Aquela responsabilidade de fazer o meu melhor ainda pulsa intensamente em meu coração.

 

Dito essas palavras que espero sejam encorajadoras a esses admiráveis seres humanos, vão algumas dicas para quem costuma treinar sozinho:

  1. Consuma carboidratos de baixo a moderado índice glicêmico, no máximo 3 horas que precedem o treino (faça um prato generoso de macarrão integral e batatas doces e terá uma reserva ótima de glicogênio muscular para treinar com intensidade);
  2. Consuma diariamente proteína (se não tem dinheiro para comprar whey protein agora, é bom economizar para obter… fica mais fácil de obter a quantidade necessária sem deixar seu sistema digestório intoxicado pelo aumento da ingestão de carnes);
  3. Consuma muita água durante o dia, ela retira o excesso de impurezas do corpo através da urina como os excessos de proteínas e mantém a hidratação adequada;
  4. Nunca fique mais que 3 horas sem comer, faça refeições balanceadas com uma quantidade de carboidratos e outra de proteínas;
  5. Aumente o consumo de fibras para melhorar a remoção de toxinas do sistema digestório;
  6. Após o treino a alimentação correta é fundamental! Se possível um bom shake com whey hidrolisado, creatina, glutamina e dextrose. Após a ingestão o ideal é aguardar uma para consumir uma refeição de carboidratos complexos e proteínas magras;
  7. PROCURE SEMPRE BUSCAR A FALHA MUSCULAR. Algumas dicas: por segurança, faça os supinos nas máquinas ou no Smith. Se houver a falha, interromper o exercício sem que o machuque;
  8. Faça o método PAUSA-DESCANSO: quando atingir a falha, descansar as barras, halteres ou pesos, respirar pelo menos uns 5 segundos e retomar até a próxima falha;
  9. DROP-SET: após atingir a falha, reduza o peso em aproximadamente 50% e, sem descanso, faça mais 3 a 5 movimentos;
  10. ISOTENÇÃO: nas elevações laterais ou mesa extensora, segure por 2″ no ponto máximo de contração nas últimas 4 repetições (sinta a queimação);
  11. E EM TODAS AS SITUAÇÕES MOVIMENTE OS PESOS DA SEGUINTE MANEIRA: “no momento do alongamento muscular (quando faz menor força), inspire e traga o peso até a amplitude correta. REALIZE ENTÃO UM MOVIMENTO EXPLOSIVO QUANDO FAZ A FORÇA. CONCENTRE-SE NO MÚSCULO ALVO.

 

Espero realmente que essas dicas possam ajudá-los. Mantenham o foco e o espírito de luta. Forte abraços a todos e treinem firme, com determinação.

IMPORTANTE: As informações contidas nesse posts são dicas, sendo assim sempre que for iniciar uma rotina de Treino busque a orientação de um Educador Físico se for uma Dieta consulte um Nutricionista.

 

 Para você Guerreiro, que costuma Treinar Sozinho

tenha sempre FORÇA E HONRA!!!

 

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18 mai

O que são TERMOGÊNICOS, para que serve, como e porque tomar?

O que são TERMOGÊNICOSOs termogênicos tem como principal função no organismo acelerar o metabolismo, levando decorrente deste aumento um maior número de calorias perdidas proveniente das lipólises (quebra de gordura para obter energia), alguns agem diretamente sobre o sistema nervoso central (SNC)  impedindo ou adiando que liberem na corrente sanguínea um hormônio que é a leptina, que interagem com receptores do hipotálamo favorecendo a saciedade, desta forma inibindo a sensação de fome, visto que indivíduos obesos apresentam uma maior concentração deste hormônio e ainda apresenta certa resistência a sua ação. Em geral são apresentados nas substâncias como cafeína, efedrina, chá verde, óleos (cártamo, coco, chia) e outros alimentos que aceleram o metabolismo lipídico.

 

Para que serve os TERMOGÊNICOS

 

Toda essa busca incessante por melhores e maiores resultados, ou menores tempos não é recente, é sabido que os modismos dietéticos são utilizados desde os tempo de 500-400 a. C., onde os guerreiros gregos consumiam fígado de cervo e coração de felinos (leão) na busca de algo que pudesse dar velocidade, força e bravura aos mesmos (Applegate e Grivetti, 1997). Como visto na apresentação do termo, os termogênicos agem como um “queimador de gordura” e inibidor de apetite, trazendo desta forma vantagens para os indivíduos que almejam perder peso e tecido adiposo associado ao exercício. Em geral estimulam o Sistema Nervoso Central (SNC) de forma sistêmica, o que põe nosso estado de alerta e ataque ativo! Sim nosso organismo com um maior número de receptores beta-adrenérgicos ativos nos põe em modo de ataque! Assim, há decorrente do maior estímulo provocado por ingestão dos alimentos e suplementos termogênicos uma maior aceleração cardíaca, broncodilatação e glicogenólise (quebra do glicogênio para obter energia). Agora dá pra entender o porque do corpo ficar em “modo de alerta”? É desta forma que os termogênicos agem, e desta forma serve para manter o metabolismo acelerado, promovendo uma queima calórica maior durante o dia.

 

Benefícios dos TERMOGÊNICOS

 

Os benefícios como já citado envolvem a aceleração cardíaca, broncodilatação e glicogenólise.

  • Aceleração cardíaca: Com uma maior aceleração dos batimentos cardíacos mais sangue e nutrientes chegam as células e tecidos – alvo, melhorando a performance no exercício e queima de gordura por um maior estímulo do corpo para o rendimento;
  • Broncodilatação: Maior armazenamento de oxigênio = maior rendimento aeróbico! Sim, se há uma broncodilatação (aumento da dilatação das parede dos brônquios) também aumentam o diâmetro interno dos pulmões, o que permite um maior fluxo de O2. Exercícios que exigem um maior número de oxigênio para o rendimento (aeróbicos) como uma corrida ou exercícios de endurance e até os que exigem muito pouco ou quase nenhuma presença de oxigênio (anaeróbicos) treino de força, sprints e o famoso HIIT (Treino intervalado de alta intensidade);
  • Glicogenólise: A quebra do polissacarídeo encontrado no músculo esquelético e fígado também é ativada, uma vez que sua “quebra” libera consigo energia, e em exercícios que exigem um esforço maior que 70 % do VO2MÁX o glicogênio muscular é uma das fontes energéticas mais requisitadas.

 

Malefícios dos TERMOGÊNICOS

 

Os malefícios em geral se dão por 2 motivos: Doses e tipo de indivíduo que aderiu a substância.

  • Doses: Você comprou um termogênico ou ingeriu o alimento e “por alto” sabe a recomendação diária da substância no corpo, e fez o que muitos fazem quando querem resultado rápido, DUPLICARAM OU QUINTUPLICARAM A DOSAGEM NA INGESTÃO! E agora? Pensa comigo, se com a dosagem indicada o corpo já reage de forma acelerada, pense o corpo acelerado 2 X ou 5 X mais!? Toda uma cascata de eventos irá ocorrer, aumento excessivo de frequência cardíaca (FC), aumento de broncodilatação, glicogenólise e redução do apetite! E agora Jose?! Por isso que na indústria de suplementos se recorre aos profissionais como nutricionistas, farmacêuticos e médicos, os mesmos sabem as respostas fisiológicas das substâncias termogênicas tão quanto você, por favor só segue!
  • Diferentes tipos de indivíduos: Quando se pensa em comprar um termogênico dificilmente se associa procurar um profissional qualificado como um nutricionista, e se recorre de forma errônea a vendedores de loja de suplementos, bodybuilders e “blogueiras (os) fitness”, ótima escolha hein amigão?! Ai que ocorre outro erro que acaba em malefício, indivíduos que querem perder peso que têm hipertensão, arritmias cardíacas, insônia e outras patologias que associadas a aceleração da FC não combinam de forma alguma com essas substâncias! E ai? O final já se sabe, complicações e até mesmo a morte, é o que pode ocorrer com o uso das substâncias em pacientes que não poderiam utilizar o mesmo!

 

Ingestão dos TERMOGÊNICOS

 

As dosagens seguem a rotulagem do produto, é muito importante seguir as recomendações vistos os malefícios citados acima!

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

Posso perder peso utilizando os termogenicos e não fazendo exercício? Não, não é porque o corpo se encontra em uma maior queima de gordura que o exercício deve ser deixado de lado, a não ser que queira um efeito sanfona onde o indivíduo crê que perder 5 Kg em 2 semanas e ganhou 6 em 2 semanas após o uso da mesma.

Qual melhor horário para usar termogenico? Antes do treino é o horário mais adequado, visto que o corpo tem de entrar em estado de atenção e ir mais preparado de substratos para a queima de gordura no exercício.

 

Referências Bibliográficas:

Applegate, E. A.; Grivetti, L. E. Search for the competitive edge: a history of dietary fads and supplements. Journal of Nutrition, v.127, p.869-873, 1997.

 

Esperamos que o post tenha ajudado você a sanar suas dúvidas!
Passe essas informações adiante, compartilhe! 

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18 mai

Pudim de Atum

Pudim de AtumOi meus amores! Fiz essa receitinha deliciosa, super fácil de fazer, confira!

 

INGREDIENTES

  • 100g de batata doce (cozida);
  • 1 raminho de tomilho;
  • 400g de tomate sem pele e sem semente;
  • 1 cebola;
  • 1 dente de alho;
  • 4 colheres (sopa) de creme de leite;
  • 2 ovos;
  • 1 maço pequeno de manjericão;
  • 1 lata de atum em água;
  • Azeite de oliva extra virgem;
  • Pouco sal e pimenta do reino.

 

MODO DE PREPARO

  • Passe a batata doce cozida pelo espremedor e reserve;
  • Corte a polpa dos tomates em pedaços;
  • Enquanto isso, pique bem a cebola e o alho e coloque-os em uma panela com azeite e deixe dourar;
  • Acrescente a panela o tomate;
  • Tempere com sal e pimenta do reino e cozinhe por 10 a 15 minutos em fogo médio (mexendo sempre);
  • Misture o preparo de tomate com a batata, o atum e despeje em uma tigela grande;
  • Em seguida, acrescente o creme de leite, os ovos e um pouco de manjericão esmigalhado;
  • Unte com azeite forminhas individuais com 8 cm de diâmetro e despeje o creme preparado;
  • Leve ao forno em banho-maria e deixe assar à temperatura de 180*C por cerca de 40 minutos.

 

Sirva o Pudim, e saboreie a vontade!!!

 

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15 mai

A moda dos Celulares nas Academias…

Celulares nas AcademiasÉ fácil observar que nesta década houve um aumento exponencial do número de dispositivos móveis (celulares, tablets, etc) fora a facilidade do acesso à internet por meio destes. Difícil hoje quem não possua um celular.

Pelas ruas, lojas, locais de trabalho, etc, todos praticamente podem ser vistos usando um celular ou tablet. Em qualquer lugar, principalmente quando se está esperando por algo, você pode se distrair manipulando um celular (jogando, ouvindo música, etc). Celular e distração e foi esta associação que me inspirou no desenvolvimento das orientações que se seguem.

A febre dos celulares invadiu as academias de musculação. Hoje quase todos os alunos treinam com algum dispositivo móvel em mãos, em sua maioria um celular. Essa febre provavelmente é alimentada pelas próprias academias que disponibilizam o sinal para acesso à internet. Somado a isto vem aquela vaidade das pessoas de expor o seu celular de último modelo. O cenário atual então é este: pessoas circulando por entre aparelhos de musculação se distraindo com seus celulares.

Entenda a INTENSIDADE DE ESFORÇO E OBJETIVO ESTÉTICO – Uma intensidade de esforço alta (pessoas sem doença ou limitações o grau de esforço é o ‘máximo’ ou o ‘submáximo intenso’ segundo a escala de Borg esta entre 19 e 20)esse número na escala é o ponto necessária para se obter resultados estéticos (hipertrofia ou qualidade muscular, por exemplo).

Trazendo essa informação para a prática é praticamente impossível alguém, por mais avançado que seja, produzir uma alta intensidade de esforço e se distrair com qualquer outra coisa que seja. Inclusive um celular. Treinar e manipular um celular é sinônimo de treino de moderada a baixa intensidade, mesmo que os pesos sejam considerados grandes.

A moda dos celulares parece ser mais forte do que a conscientização acerca da intensidade de treino adequada. Por isso decidi formular orientações para os praticantes que insistem em treinar ao mesmo tempo em que manipulam seus celulares. Os mesmos poderão ter consciência da intensidade que estarão produzindo e possíveis resultados.

As orientações são baseadas na pura observação em anos de atuação em academias de musculação. Observei a relação entre pessoas que treinam manipulando ou não um celular e a satisfação com o resultado. Baseado então em tais observações elaborei a seguinte escala de percepção da intensidade para a musculação:

 

Escala Raddi de Percepção do Esforço para a Musculação

 

Veja onde você se encaixa:

Nível 1: TREINO INTENSO: Não consigo manipular meu celular durante todo o treino. Treino este que provoca a quebra da homeostase e consequente novas adaptações orgânicas. Objetivos: estéticos (hipertrofia/qualidade muscular) e performance. Público alvo: Adultos saudáveis.

Nível 2: TREINO MODERADO: Consigo manipular meu celular na primeira metade do treino, aproximadamente. Do meio para o final da sessão o cansaço já não me permite manipular direito meu celular ou de forma que me satisfaça. Objetivos: treino regenerativo. Treino sem exigências suficientes para quebrar a homeostase e provocar novas adaptações. Manutenção das aptidões físicas. Público alvo: Adultos saudáveis.

Nível 3: TREINO LEVE: Consigo manipular meu celular perfeitamente durante todo treino. O treino é incapaz de produzir a quebra da homeostase. A intensidade está muito abaixo que do é necessário para produzir qualquer tipo de novas adaptações em adultos saudáveis. Objetivos: treino regenerativo, certa manutenção das aptidões físicas. Público alvo: Iniciantes/Grupos Especiais.

 

Antes de começar qualquer treino eu executo 1 minuto de silêncio.
É onde eu esqueço tudo que aconteceu até agora é onde eu esqueço tudo o que terei que fazer que não seja a sessão de treino.
Sempre com olhos focados, infectados. Ai chegou a hora!

15 mai

Treino para definição Abdominal

Treino para definição AbdominalOlá caros leitores, antes de tudo gostaríamos de agradecer a vocês pelo sucesso do último artigo! Para começarmos, gostaria de deixa-los cientes de que para que algo possa ser definido, há a necessidade de que exista. Então aos iniciantes com 40kg de massa corpórea peço que antes de tudo procurem saber mais sobre hipertrofia muscular. Pois vejamos, para que você tenha um peitoral talhado, não adianta você ter um peitoral em formato de tábua, antes há a necessidade de que se desenvolva o músculo. Ossos definidos não são legais, acredite. Dessa forma, dividiremos a rotina em 2 partes, onde 8 semanas serão dedicadas a hipertrofia e outras 8 ao processo de definição.

 

FASE 1 – HIPERTROFIA

 

O objetivo aqui é hipertrofiar os músculos da região do abdômen. Mas que fique claro as nossas princesas gafanhotas que não iremos dilatar sua barriga nem lhe deixar com um aspecto inchado, o que será trabalhado são os músculos, os famosos gominhos que ainda estão cobertos por uma camada de gordura. Esse é um trabalho que exigirá dedicação física e mental, pois os resultados não serão visualizados nessa fase, eles estarão lá, mas você ainda não poderá enxerga-los.

Nessa fase sugerimos que o treinamento dos demais músculos também esteja visando hipertrofia, pois andar para frente e para trás ao mesmo tempo não é muito viável. Então é claro, a dieta também não foge desse padrão. Você deve fazer uma dieta hipercalórica, hiperproteica e com uso médio de carboidratos, privilegiando os carbos de alto índice glicêmico no desjejum e no pós treino e, nos demais horários, os de baixo índice glicêmico. A fonte de gordura pode ser retirada do azeite de oliva, já é suficiente. Em 2 refeições por semana (eu disse por semana, não por dia) você pode e deve fazer uma refeição “lixo”, comendo qualquer besteira que você goste, porém é claro, sem exageros. As refeições devem ser feitas de 3 em 3 horas, sendo em torno de 6 refeições diárias.

Você está meio confuso com algum termos, então vamos dar exemplo de alguns, mas sugerimos que faça uma pesquisa mais aprofundada depois, a internet está ai e não é nada que não se ache de forma simples.

Dieta hipercalórica é aquela onde você consome mais calorias do que gasta durante o dia, contando com seu metabolismo basal e suas atividades diárias. A dieta hiperproteica é uma dieta com alto consumo de proteínas, sugiro que seja usado o protocolo de 2g/kg corporal para as mulheres e 3g/kg corporal para os homens, exemplo de proteínas que podem ser usadas são: Peito de frango, filé de peixe, carnes magras, claras de ovo e etc.

Em relação a carboidratos de baixo índice glicêmico sugerimos arroz e macarrão (ambos integrais) aveia e batata doce.. Não precisamos nem dizer que refrigerantes, doces, chocolates e demais porcarias devem ser cortados da dieta, exceto na refeição lixo a qual você tem direito.

Dada a dica, como suplementação sugerimos o uso de um shake contendo 30g de whey protein (de qualidade, por favor) com 1g/kg corporal de dextrose, 5g de creatina também cairiam bem, todos misturados com água, imediatamente após o treino. Esse é o básico com um bom custo x benefício, há mais suplementos que podem ser adicionados à dieta nessa fase, mas esse shake já lhe ajudará muito.

Feitas as considerações sobre dieta e suplementação, que venha o treino!

O treino será dividido em séries A-B-C, sendo realizadas com um dia de descanso total entre cada uma delas, sugiro segunda, quarta e sexta.

Diferente do que a maioria das pessoas acham, o abdômen não é tão diferente dos demais músculos do nosso corpo, então não há a necessidade de se realizar 300 abdominais por dia para que você consiga resultados, e sim alguns exercícios com sobrecarga e repetições um pouco mais altas, ou você já viu um cara enorme realizando supino reto só com a barra? Não né. Então por que não realizar séries de abdominais com peso extra também? Vamos ao treino:

 

SÉRIE A:

  • Supra 90º com carga: Execução: Deite – se em um colchonete na posição simples de se realizar abdominais, então levante suas pernas de forma que haja um ângulo de 90º entre suas pernas e a parte posterior da coxa (perna é do joelho pra baixo, ok?), então segure uma anilha atrás da cabeça, mas sem apoia – la na cabeça e realize movimentos curtos, sem tirar as costas do chão, apenas os ombros.
  • Supra na bola suíça: Execução: Deite se em uma bola suíça, encaixando sua coluna nela, porém com o quadril quase fora da bola e realize movimentos amplos na parte negativa, desça o máximo alongando bem o abdômen e movimentos curtos no momento da contração.
  •  Infra Solo: Execução: Deite em um colchonete, estique seus braços e posicione – os embaixo das suas costas com as mãos embaixo dos glúteos, deitando sobre eles. Então levante sua pernas esticadas até realizar um ângulo de 90º entre elas e seu tronco.

 

SÉRIE B:

  • Infra banco com carga: Execução: Sente – se em na ponta de um banco, incline seu tronco para trás e apoie suas mãos na parte de trás do banco, coloque um halter na ponta dos pés ou use caneleiras, então realize o movimento de trazer seus joelhos na direção do peito flexionando as pernas e de estender as pernas para baixo em diagonal.
  • Infra Solo: Execução:  Deite se em um colchonete, estique seus braços e posicione – os embaixo das suas costas com as mãos embaixo dos glúteos, deitando sobre eles. Então levante sua pernas esticadas até realizar um ângulo de 90º entre elas e seu tronco.
  • Abdominal cruzado: Execução: Deite se em um colchonete na posição simples de se realizar abdominais, então apoie seu calcanhar esquerdo no seu joelho direito, então com as mãos atrás da cabeça realize movimentos cruzados como se fosse tocar o joelho esquerdo com o cotovelo direito. Movimentos curtos mas girando bem o tronco, terminando a série mude o lado e realize novamente.

 

SÉRIE C:

  • Supra 90º com carga: Execução: Deite – se em um colchonete na posição simples de se realizar abdominais, então levante suas pernas de forma que haja um ângulo de 90º entre suas pernas e a parte posterior da coxa (perna é do joelho pra baixo, ok?), então segure uma anilha atrás da cabeça, mas sem apoia – la na cabeça e realize movimentos curtos, sem tirar as costas do chão, apenas os ombros.
  • Infra banco com carga: Execução: Sente – se em na ponta de um banco, incline seu tronco para trás e apoie suas mãos na parte de trás do banco, coloque um halter na ponta dos pés ou use caneleiras, então realize o movimento de trazer seus joelhos na direção do peito flexionando as pernas e de estender as pernas para baixo em diagonal.
  • Abdominal cruzado: Execução: Deite se em um colchonete na posição simples de se realizar abdominais, então apoie seu calcanhar esquerdo no seu joelho direito, então com as mãos atrás da cabeça realize movimentos cruzados como se fosse tocar o joelho esquerdo com o cotovelo direito. Movimentos curtos mas girando bem o tronco, terminando a série mude o lado e realize novamente.

 

Esses são os exercícios que devem ser realizados na fase 1. Sendo que na execução a fase concêntrica (quando você contrai o músculo) deve ser realizada de forma explosiva, em um segundo. E a fase excêntrica de forma mais lenta. Serão realizadas 3 séries em cada exercício, até a falha muscular. Com 30 segundos de descanso entre as séries. E lembrando, falha não é parar quando começa a doer, e sim quando seu músculo já não consegue realizar o movimento de forma perfeita.

 

FASE 2 – DEFINIÇÃO MUSCULAR

 

O objetivo nessa fase é queimar a gordura que há por cima dos seus six packs, para que o trabalho desenvolvido na fase anterior possa ser visualizado e você se torne feliz para sempre.

Como na fase anterior, seria de grande valor que o foco do seu treino em geral seja visando definição muscular, usando técnicas de alta intensidade como drop sets, bi sets, superséries e rest pause. Se você ainda não sabe o que são essas técnicas sugiro que leia post “Coxas definidas e glúteos esculpidos. Qual o segredo?”. Lá é explicado de forma simples como utilizar cada uma delas.

Também muito importante e mais difícil, a dieta. Nessa fase você deve usar uma dieta hipocalórica, que se caracteriza por uma dieta com menos calorias que você gasta no seu dia a dia. Você ainda deve mantar à parte hiperproteica da dieta, a qual será muito importante para evitar o catabolismo muscular, que é quando seu corpo usa o próprio músculo como fonte de energia, então o consumo de proteínas de torna muito importante, sendo a base da dieta. Para as mulheres; 2,5g/kg corporal por dia, para os homens 4g/kg corporal de proteína por dia. Refeições ainda devem ser feitas de 3 em 3 horas.

A ingestão de carboidratos será reduzida, sendo usada da seguinte forma:

  • Dia 1: 200g;
  • Dia 2: 150g;
  • Dia 3: 100g;
  • Dia 4: zero carbo.

Seguindo essa rotina, sem se importar com dia da semana. Nessa fase você pode e deve fazer 1 refeição lixo por semana, tenha bom senso e não a faça no dia de zero carbo, por favor. Essa refeição lixo serve para que seu corpo não se acostume à dieta e também faz bem ao psicológico.

Sobre a fonte de carboidratos manteremos o mesmo esquema da fase de hipertrofia, sendo alto índice glicêmico no desjejum e no pós treino, e baixo nos demais horários. Os alimentos ainda podem seguir o mesmo padrão.

Que fique claro, treino sem dieta ou dieta sem treino são perda de tempo. Aqui não há necessidade de aeróbicos, a não ser que você não tenha disciplina na dieta, então terá que arrumar uma forma de queimar as calorias extras.

Sobre a suplementação, sugerimos o uso de um bom termogênico, repito amigos, um bom. Não adianta comprar um monte de suplementos de uma marca vagabunda, vale mais um porem com qualidade. O termogênico irá acelerar seu metabolismo e auxiliar na queima de gordura abdominal, também irá reduzir seu apetite e melhorar seu humor, mas pode causar insônia. “Jamais use mais que a dose recomendada, pois o dobro dos comprimidos não gera o dobro dos resultados, e sim o dobro dos colaterais”.. Use uma cápsula em jejum, e faça sua primeira refeição meia hora depois. Conte de 5 a 6 horas e use mais uma capsula. Já é o suficiente.

Mantenha o shake pós treino da fase de hipertrofia, porém reduza a dextrose para 20g. E não esqueça de contar essas 20g como carboidrato quando for montar sua dieta.

Sugerimos o uso de BCAA’s no pré e pós-treino, serão muito importantes para a síntese de proteínas e para evitar o catabolismo muscular. Uma dica é comprar BCAA em pó, o custo x benefício é muito melhor.

Então essa é a suplementação básica, como descrevemos na fase anterior, você pode adicionar outros suplementos, mas o fundamental é isto que foi passado.

O treino será dividido em séries A-B-C, sendo realizadas com um dia de descanso total entre cada uma delas, sugiro segunda, quarta e sexta.

 

SÉRIE A:

  • Supra 90º com carga – Drop Set: Execução: A execução do exercício é a mesma da fase anterior, porém você irá usar uma anilha de 10kg e fará até a falha, logo em seguida pegue uma anilha de 5kg e faça novamente até a falha, terminando pegue uma anilha de 2kg e faça até a falha. Sem descanso entre essas sub-séries. Fechando as 3 você terminou uma série. Repita mais 2x.

SÉRIE B:

  • Infra Banco + Infra solo: Execução: A execução continua a mesma, porém será realizada uma série de infra banco sem carga extra até a falha, então sem descanso deite – se e realize uma série de infra solo. Faça 3 séries.
  •  Abdominal cruzado sem parar: Execução: Também a mesma, porém você troca os lados sem descansar até fechar 3 séries de cada lado.

SÉRIE C:

  • Super-série de Supra 90º – Infra solo – abdominal cruzado: Execução: Realize uma série de cada um de forma seguida e sem descanso entre elas. Totalizando 4 séries de cada um.

 

Aqui um breve resumo sobre Drop Set e Rest pause:

Drop Set – Você fará a primeira série com a sua carga máxima, ao falhar diminua 10% da carga e execute novamente sem descansar, então diminua mais 10% e execute mais uma vez, até a falha. Essas 3 sub – séries formam uma série, então você descansa 30 segundos e faz isso mais 2 vezes.

Rest Pause – Você irá executar a primeira série, então descanse 10 segundos e faça novamente seu máximo, então descansa mais 10 seg e execute novamente. Isso foi uma série, descanse 30 seg e repita mais 2 vezes.

Mantenha o mesmo esquema de execução na fase concêntrica e na excêntrica, sempre treinando ate a falha, afinal seu músculo não sabe contar. O descanso deve variar entre 25 e 30 segundos, nunca mais que isso.

No mais é isso caros leitores, essa rotina não é para qualquer um. Ainda mais na fase 2, que exigirá muita determinação tanto no treinamento quanto na dieta, a restrição de carboidratos deixará você com um pouco de mal humor e não tão disposto, mas não relaxe, no final tudo valerá a pena.

 

Abraços e boa evolução da tão sonhada
Definição Abdominal!

 

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12 mai

Treinamento intervalado e seu poder na Perda de Gordura!

Sprint-TreinamentoO treinamento intervalado consiste num método de treino caracterizado pela fragmentação do esforço total, com períodos de recuperação, ou seja, você alterna períodos de alta intensidade com períodos de baixa intensidade.

Inúmeros estudos mostram que o treinamento intervalado de alta intensidade é a melhor estratégia para perda de gordura abdominal. Um grupo de pesquisadores que conduziu alguns experimentos, comparando o treinamento aeróbio com o anaeróbio para perda de gordura abdominal relatou que “infelizmente, os protocolos de exercício aeróbico levaram a uma perda negligenciável de gordura”.

A razão pela qual os intervalados anaeróbios funcionam tão bem, é que eles exigem que o corpo se adapte metabolicamente. O corpo é obrigado a queimar gordura para sustentar o nível de intensidade necessária para tal atividade. Isto também eleva o consumo de energia por mais de 24 horas pós-exercício, o que apresenta um efeito dramático sobre a perda de gordura abdominal.

O treinamento intervalado é eficiente para perda de gordura porque estimula diferentes sistemas de produção de energia quando comparado ao exercício aeróbi0, pois os exercícios aeróbios tendem a utilizar primariamente os carboidratos e ativar vias que são degradantes musculares, enquanto os exercícios de alta intensidade tais como o levantamento de peso e as corridas de velocidade, irão queimar uma porcentagem maior das gorduras, aumentar a produção corporal de enzimas que participam no metabolismo da gordura e estimulam o desenvolvimento muscular.

Outra razão pela qual os intervalados anaeróbios são muito superiores para perda de gordura abdominal é porque estimulam o consumo de oxigênio pós-exercício (EPOC). Um estudo de revisão de 2006 demonstrou que protocolos de treinos mais anaeróbios, por natureza, estimulam mais os valores de EPOC quando comparados ao treinamento aeróbio contínuo, porque as células musculares treinadas devem descansar para restabelecer os aspectos fisiológicos dentro da célula, o que se traduz em um maior gasto energético.

Existem diversos protocolos para treinamento intervalado, aqui vou citar o SPRINT mais especificamente a corrida (você pode realizar sprint na bike, escada, no transporst, na cama elástica, etc), mas em especial, a corrida atrai por solicitar grande massa muscular e ser algo natural ao ser humano.

Um estudo de 16 semanas submeteu atletas a um protocolo de treinamento intervalado de corrida e outro de treinamento aeróbio contínuo. Os protocolos de intervalo variavam a cada dia, mas um exemplo de um dos treinos utilizados foi o de 10 intervalos de 30 segundos de tiro, com 90 segundos de recuperação. O grupo de treino intervalado perdeu 16% ou 1 kg de gordura visceral assim como 2 kg de gordura total, quando comparados ao grupo de treinamento aeróbio, que por sua vez, não apresentaram nenhuma perda de gordura, mas sim, perda de 1.4 kg de massa magra.

Você deve estar se perguntando…

 

E EU VOU PERDER MASSA MUSCULAR?

 

A pesquisa mostra que o uso do protocolo de distância de 400, 300, 200, 100 metros, irá produzir uma resposta anabólica significativa, melhor condicionamento e traz benefícios para a composição corporal. Este estudo comparou o efeito de fazer quatro tiros em ordem crescente de distância (100, 200, 300, 400 metros) ou pela ordem inversa, em resposta anabólica em atletas de elite de energia. O intervalo de descanso foi um total de 9 minutos em ambos os protocolos, com 4 minutos de descanso após os 400, a 3 minutos de descanso após os 300 e de 2 minutos de descanso após os 200.

Os resultados mostraram:

  • Maior aumento do hormônio de crescimento (GH) e de lactato no sangue, indicando que este protocolo é metabolicamente mais eficiente e pode levar a perda de gordura ao longo do tempo;
  • Houve resposta significativa da testosterona, sugerindo que o protocolo foi eficaz para a construção muscular e criando um anabolizante ambiente;
  • Houve maior factor-1 de crescimento semelhante à insulina (IGF-1), um hormônio que melhora ainda mais a adaptação do músculo, o que é importante porque um estudo anterior, utilizando intervalos mais longos de 250 metros, mas de intensidade mais baixa, não elevou o IGF- 1;
  • Maior estimulação do eixo GH-IGF-1, destacando-se que mais tempo gasto na formação anaeróbia irá produzir um efeito metabólico maior e mais perda de gordura corporal.

Em ambos,  os tipos de treino aumentam a sensibilidade das células ao hormônio insulina, tornando o exercício anaeróbio um ótimo tratamento para o diabetes. Talvez o mais importante seja que exercício anaeróbio também eleva o hormônio do crescimento (GH) – um hormônio poderoso na queima de gordura que ajuda a restaurar os tecidos e construir massa muscular – muito mais do que o treinamento aeróbio. O GH é liberado pelo corpo em grandes quantidades em resposta ao estresse físico acima do limiar de lactato, sendo essa a razão pela qual os tiros são tão eficientes.

Outro hormônio chamado adiponectina, que é liberado pelo tecido adiposo durante o exercício, também ajuda na queima de gordura. Novas evidências científicas mostram que toda vez que se realiza contrações musculares forçadas, a adiponectina é liberada e depois, o corpo ainda produz uma substância chamada PGC1 que funciona como uma “chave mestra”, aumentando as funções metabólicas e musculares e assim, metabolizando a gordura abdominal.

 

Referências:

Irving, B., Davis, C., et al. Effect of Exercise Training Intensity on Abdominal Visceral Fat and Body Composition. Medicine and Science in Sports and Exercise. 2008. 40(11), 1863-1872.

Heydari, M., Freud, J., et al. The Effect of High-Intensity Intermittent Exercise on Body Composition of Overweight Young Males. Journal of Obesity. 2012. Published Ahead of Print. Boutcher, Stephen.

Schuenke, M., Mikat, R., et al. Effect of an Acute Period of Resistance Exercise on EPOC Implications for Body Mass Management. 2002. 86, 411-417.

Tremblay, A., Simoneau, J., et al. Impact of Exercise Intensity on Body Fatness and Skeletal Muscle Metabolism. Metabolism. 1994. 43(7), 814-818.

Meckel, Y., Nemet, D., Bar-Sela, S., Radom-Aizik, S. Hormonal and Inflammatory Responses to Different Types of Sprint Interval Training. Journal of Strength and Conditioning Research. 2011. 25(8), 2161-2169.

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