25 out

O que é Pilates e quais os seus Benefícios

O que é Pilates e quais os seus BenefíciosMuita gente já ouviu falar de Pilates. Ele ficou por um tempo na moda, todas as estrelas de Hollywood e atrizes brasileiras famosas faziam os exercícios que esculpiam o corpo. O método foi desenvolvido por Joseph Pilates um alemão que passou toda a sua infância com problemas de saúde como raquitismo, asma e febre reumática.

Já imaginando o seu futuro numa cadeira de rodas e sempre dependendo de outras pessoas para as tarefas mais simples, ele resolveu montar exercícios que o ajudassem a desenvolver força muscular e evitar contraturas e atrofia. Ele foi autodidata e estudou anatomia e fisiologia do corpo humano e também medicina oriental para descobrir como o nosso corpo funciona. Inventou alguns aparelhos com os quais fazia exercícios, tornou-se ginasta e mergulhador e montou o seu próprio método de exercícios que lhe deu uma longa e vida e muita saúde.

 

Objetivos do Método

 

Os exercícios do Método Pilates se centram em fortalecimento do organismo como um todo e utiliza a força dos músculos do core como alavanca para ter a força necessária a fim de realizar os exercícios. Os músculos do core são aqueles que nos trazem maior equilíbrio e estabilidade. Como pode-se imaginar, eles são extremamente importantes e são, ao todo, 29 pares de músculos. Os principais grupos musculares são os abdominais (oblíquos, superiores e e inferiores), lombares (principalmente o quadrado lombar) e os glúteos. Esses músculos estabilizam e sustentam a bacia, a pélvis e a coluna, em especial, a região lombar e torácica inferior.

 

Como os exercícios são realizados

 

O Pilates é, sem dúvidas, uma das modalidades de exercícios mais ecléticas que podem existir, pois, pessoas de qualquer idade, sexo e mesmo aquelas que sofrem de patologias articulares, musculares ou ósseas, não só podem como devem praticar esse método. Até mesmo os mais sedentários podem iniciar os treinos sem nenhum receio. Os exercícios de Pilates são realizados com redução de impacto e poucas repetições evitando assim, o desgaste das articulações. O controle da respiração durante o exercício é primordial, pois, irá ajudá-lo na execução do mesmo.

É importante destacar que não existem exercícios padronizados ou mesmo grupos deles. Cada indivíduo precisa ser avaliado por um profissional para que as suas limitações e necessidades sejam determinadas. O tipo de exercício escolhido, a quantidade de séries e repetições e a carga imposta serão escolhidos por alguém capacitado para tanto. Essa especificidade direcionada para cada indivíduo foi ensinada pelo próprio Pilates que chegava a alterar radicalmente os exercícios visando as necessidades do indivíduo.

 

Os benefícios encontrados no Pilates

 

O Método Pilates ficou bastante famoso devido aos grandes benefícios que consegue levar para o organismo, desde físico até psíquico. Ele é capaz de combater o estresse, a ansiedade e até mesmo, elevar a autoestima. Veja outros benefícios encontrados nos exercícios:

  • É ideal para pessoas que sofrem com dores nas costas. O Pilates consegue realizar uma reeducação postural e trabalhar as áreas mais afetadas, amenizando e eliminando os problemas que causam a dor na coluna;
  • Fortalece músculos de maneira global e, consequentemente, aumenta a força dos ossos através da tração exercida pelos tendões evitando fraturas provocadas pela osteoporose e por quedas;
  • Ajuda a controlar a respiração, fortalecendo o diafragma, principal músculo respiratório, evitando pressões internas provocadas pela inspiração e expiração em momentos errados do exercício;
  • É possível sentir a melhora da coordenação motora, muito interessante para indivíduos de idade mais avança que possuem maior propensão à quedas;
  • Aumenta a mobilidade e flexibilidade dos movimentos do corpo reduzindo dores musculares e prevenindo lesões, o que é bastante interessante para atletas;

 

É importante salientar que qualquer pessoa, crianças, gestantes, adultos, idosos ou indivíduos que sofrem de patologias e, por conta disso, possuem a sua mobilidade reduzida, podem experimentar o Pilates. No caso de gestantes e pessoas que sofrem de doenças articulares, ósseas ou musculares devem procurar o seu médico para obter a liberação do mesmo para os exercícios. É importante também procurar um profissional que esteja gabaritado para aplicar o método.

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25 out

Obtenha mais resultados nos TREINOS de PERNAS

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Olá a todos, ou precisamente neste artigo a todas! Hoje estou aqui para comentar o aspecto de treinos para os membros inferiores. Padrão nos objetivos das mulheres, mas com muitos erros em treinos. É muito comum eu estar treinando na academia e observar movimentos totalmente sem fundamento com execuções incorretas, seja pela falta de percepção corporal ou pelo excesso de sobrecarga.

Falo mais uma vez: no objetivo de hipertrofia escolha um peso que seja desafiador para você no seu limite de capacidade e não, com um peso que comprometa a boa execução do movimento. Quando você sentir que está próximo de atingir a falha total (que é o objetivo), supere sua meta com um parceiro de treino ou pela sua própria força de vontade, desde que você já tenha uma base do peso a ser manuseado para atingir esse estágio, na repetição determinada. Embora músculo não saiba contar, a escolha correta do peso pode ser um parâmetro de segurança para você aumentar progressivamente a carga nos exercícios.

 

Algumas dicas básicas que precedem o treinamento:

  • alimentar-se no máximo duas horas antes do treinamento, escolhendo fontes de carboidratos de baixo a moderado índice glicêmico como batata doce ou espaguete integral;
  • consumir algumas cápsulas de BCAA’s, pois irá reduzir a fadiga central (efeito esse através do triptofano que é precursor de um neurotransmissor chamado serotonina), que deixa seu corpo letárgico antes da atividade;
  • realizar cinco minutos de aquecimento sistêmico – dez minutos de bike, esteira ou transport;
  • alongar membros inferiores.

 

SUGESTÃO DE TREINAMENTO

 

EXTENSÃO DO QUADRIL NO BANCO: fique em quatro ou seis apoios no banco, uma das pernas nele e a outra estendida no chão. COM O PESO LIMITE inspire, flexione o quadril dessa perna o máximo que puder, mantenha pelo menos 3 segundos na posição e VOLTE LENTAMENTE A POSIÇÃO ORIGINAL.

Séries: 3 X 12;
Repetições: 15 repetições máximas.

 

AGACHAMENTO PLENO SMITH: se tiver patologias de coluna vertebral não realize esse movimento. Entre na barra com os joelhos posicionados um pouco a frente dela, OBTENHA A POSTURA CORRETA NA EXECUÇÃO (mantenha os peitorais à frente com o quadril EFETIVAMENTE ENCAIXADO, MANTENDO. INSPIRAR E AGACHAR ALÉM DOS 90 GRAUS.

Séries: 3 X 6;
Repetições: 10 repetições máximas.

OBS: A ESCOLHA DO PESO É FUNDAMENTAL PARA EVITAR LESÕES DE TECIDO MOLE. Expire quando subir. NÃO ESTENDA COMPLETAMENTE A ARTICULAÇÃO DO JOELHO. QUANDO ESTIVER QUASE PARA ESTENDÊ-LOS REALIZAR NOVAMENTE O AGACHAMENTO DE FORMA LENTA. VOCÊ VAI SENTIR ARDER E PEGAR TODA A REGIÃO DO GRANDE GLÚTEO E O QUADRÍCEPS.

NOTA: PEÇA PARA SEU INSTRUTOR AJUDÁ-LA DURANTE A EXECUÇÃO E DE PREFERÊNCIA COLOQUE UM CINTO PARA MELHOR ESTABILIZAR SUA COLUNA VERTEBRAL.

 

PASSO DE GANSO: segure em cada mão um halteres e, mantendo boa postura e coluna reta, projete um dos pés bem à frente, inspirando, expirando quando estender. Retorne a posição original e faça com o outro joelho.

Séries: 3 X 8;
Repetições: 12 repetições máximas.

 

MESA FLEXORA: posicione o tendão de Aquiles no apoio para os pés. NÃO ELEVE SUAS NÁDEGAS QUANDO FLEXIONAR OS JOELHOS. ISSO PODE PROVOCAR CONTRATURAS NA MUSCULATURA LOMBAR. Flexione os joelhos um pouco além de 90 graus, segure por 2\’ e retorne a posição original.

Séries: 4 X 8;
Repetições: 12 repetições máximas.

 

PRONTO!! Se você fez desta forma estará ao fim do treinamento suada, cansada, cheia de ácido láctico e cortisol…rsrsrs..

Caminhe cinco minutos na esteira BEM DEVAGAR. Isso vai ajudar nos processos de remoção de ácido láctico e amônia, acelerando sua recuperação.

Mas não se preocupe. Uma boa refeição pós treino como carboidratos de alto índice glicêmico como dextrose e uma whey protein hidrolisada de boa qualidade, serão ótimas para recuperar o glicogênio e dar início a tão esperadas síntese proteica.

É isso aí meninas, dúvidas sabem onde me encontrar. Beijos a todas e treinem firme, com muita determinação.

 

FORÇA E HONRA!!!

 

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23 out

Os verdadeiros Benefícios Psicológicos do Exercício Físico

Eu quero falar com você sobre os efeitos psicológicos positivos que o exercício físico e o esporte podem nos proporcionar.

Não sobre a liberação de substâncias no cérebro, que nos dão sensação de bem-estar e prazer; não sobre alívios de tensões, ou sobre aumento na neurotransmissão, pois tudo isso se refere à nossa parte física. Também não reforçarei a ideia de que nossa mente descansa enquanto malhamos o corpo, porque acredito que, mais do que isso, ela se fortalece e cresce.

Os verdadeiros efeitos psicológicos do exercício físico são profundos e transformadores. Já observou nossos atletas: a concentração e determinação de Ayrton Senna, a perseverança de Cafu, a força e visão de Bernardinho, a potência das suas equipes? Já pensou sobre o que faz uma pessoa continuar correndo por quilômetros com dor e ainda se sentir feliz ao cruzar a linha de chegada? O que faz com que essas pessoas se esforcem tanto? Como elas conseguem continuar mesmo quando perdem ou se machucam na véspera da competição final? Como podem testar e colocar tanto à prova os seus próprios limites? As respostas estão no comportamento e na mente dessas pessoas, nas coisas que elas aprendem e alimentam através do exercício. Essas coisas representam tudo aquilo que você e eu podemos adquirir na caminhada diária, na corrida, na natação, no levantamento de peso, etc. Vamos falar sobre algumas dessas coisas…

 

DISCIPLINA

 

Este é um dos elementos do Bushido, o código de conduta dos Samurais. As palavras “código de conduta” nos ajudam a entender a disciplina como ela realmente é: não um conceito ou uma teoria, mas uma forma de comportar-se, uma série de atitudes. E comportamento pode ser aprendido. Os benefícios físicos do exercício só aparecerão se ele for praticado com rotina, organização, objetividade e persistência, com boa alimentação e descanso. Às vezes não percebemos, mas sair todo dia em determinado horário para fazer uma simples caminhada é uma atitude disciplinada de um verdadeiro guerreiro. Nesse ato simples, você está fortalecendo sua capacidade de escolher o que quer, renunciando a outros prazeres, como o tentador happy hour com os amigos; está exercendo suas habilidades de planejamento, definindo aonde quer chegar, suas metas de peso e saúde; está assumindo o controle sobre suas emoções, ao vencer a vontade de ficar em casa, ao derrubar seu medo de não conseguir dar “duas voltas no parque”. Todas essas habilidades cognitivas, comportamentais e emocionais vão refletir diretamente no seu dia-a-dia, no seu trabalho e relacionamentos.

 

AUTOESTIMA

 

Quando nos vemos como capazes de nos por à prova, de dizer “não” para as coisas que realmente não queremos, como vencedores de medos, ansiedades e angústias; quando nosso corpo e saúde caminham e/ou atingem nossos objetivos, nossa autoestima se fortalece. A atividade física, o treino pode ser usado de diversas formas: podemos esquecer os problemas enquanto nadamos; ou é possível que vejamos nossos adversários e obstáculos caindo por terra enquanto levantamos peso repetidas vezes; também podemos pensar na vida e organizar os pensamentos durante uma caminhada. Que sentido você dá para o seu exercício? Como ele está fortalecendo sua autoestima, ajudando você a gostar e dar mais valor a si mesmo?

 

DETERMINAÇÃO

 

Não é fácil ver o peso na balança, o nível de colesterol num exame, o tamanho dos músculos no espelho e conseguir visualizar a meta necessária ou desejada. Às vezes o resultado final pode parecer muito distante ou inatingível, mas isso pode não acontecer apenas em relação ao exercício físico. Talvez você esteja no início de uma faculdade cujo final parece inalcançável, ou tenha uma meta no trabalho que se apresenta como esmagadora, ou ainda ter um problema pessoal que te faz sofrer e não aparenta solução. A atividade física regular não é remédio, no entanto, a sua prática te ensina a seguir adiante, a enfrentar o que parece ser difícil. Eu vejo senhores e senhoras fazendo isso em academias da terceira idade. Eles poderiam estar em casa, deitados, ou no bar bebendo e fumando, afinal já viveram tudo, né? Não. Eu vejo essa determinação nos olhos do amigo que está gritando na última e mais dolorida repetição da série de musculação.

 

RESISTÊNCIA À FRUSTRAÇÃO

 

Esse é um termo psicológico que traduzimos apenas como GARRA. A determinação, a disciplina nos ajuda a resistir e persistir diante das coisas negativas. Está chovendo ou frio, o corpo está dolorido, a academia está cheia, a água está com cloro demais, o resultado ainda não apareceu, um mês de academia e você perdeu pouquíssimo peso. As circunstâncias não estão como gostaríamos, mas se queremos realmente atingir nossos objetivos, teremos que seguir adiante. Ou derrubamos os problemas, ou eles nos derrubam. O chefe é grosso, a esposa só reclama, o marido é insensível, as crianças estão muito agitadas, as vendas caíram. Tudo isso nos frustra, mas você vai desistir do seu emprego, da sua família, você vai desistir do seu sonho? Você percebe como a atividade física é um exercício psicológico poderoso? Percebe o quanto ele vai exigir que você seja firme e o quanto isso pode refletir em vários aspectos da sua vida? Encontre a solução para o problema e siga firme em seu sonho.

A lista de benefícios psicológicos que os exercícios físicos e o esporte podem nos proporcionar é enorme, porém deixarei para você pensar naqueles que não mencionei. Esse é um exercício psicológico importante: refletir seria e profundamente sobre as coisas boas que vivenciamos. Estamos “treinados” a nos focar em problemas e reclamações. Isso é quase cultural no Brasil. Dê atenção às coisas boas na sua vida, pense sobre elas, sinta suas reações, siga em frente, exija mais, lute. Obviamente, exercício físico por si só não é remédio, entretanto, é um forte complemento, salvo casos especiais, para tratamentos médicos, psiquiátricos, ou psicoterapêuticos. Além disso, ele exige e nos ensina uma série de habilidades cognitivas e comportamentais que podem nos ser de grande utilidade na promoção e manutenção da nossa saúde psíquica, física e social. Isso todos nós podemos adquirir. Depende do nosso empenho e entendimento. Busque a superação, mantenha sempre o equilíbrio.

23 out

Coluna vertebral – HÉRNIA DE DISCO LOMBAR

hérnia_de_disco_lombarA coluna vertebral constitui e mantém o eixo longitudinal do corpo, servindo de pivô para suporte e mobilidade da cabeça e oferece aos membros a base estrutural para articulação e ação, através dos respectivos cíngulos.

Em vista lateral, a coluna vertebral, apresenta uma série de curvas graduais cuja função é a dissipação das forças longitudinais que atuam sobre esta. As curvaturas torácica e sacral são ditas primárias (vindo da posição fetal) e as curvaturas cervical e lombar ditas secundárias ou compensatórias. Apesar dos herniamentos poderem acontecer tanto na cervical quanto na transição toracolombar, a maior incidência é das hérnias lombares.

 

Entre as possíveis causas da hérnia de disco temos:

  • Fatores genéticos;
  • Postura incorreta;
  • Atividades sedentárias;
  • Acidente.

 

Os sintomas podem se apresentar como:

  • Dores fortes ou dormência em uma das pernas;
  • Descontrole do intestino e da bexiga;
  • Paralisia das pernas.

 

 

MECANISMO DA HÉRNIA DE DISCO

 

Os discos intervertebrais são coxins compressíveis fibrocartilaginosos, situados entre os corpos de vértebras adjacentes, provendo a estes, união, alinhamento e certa mobilidade em movimentos de gangorra. Absorvem a forças de tração muscular, gravidade e carga que, de outro modo, tenderiam a esmagar uma vértebra contra outra.

Há duas partes em cada disco: uma periférica, o ÂNULO FIBROSO, constituído por anéis concêntricos interligados, mais fibrosos do que cartilagíneos; e outra central, o NÚCELO PULPOSO, aliás um pouco deslocado posteriormente. O núcleo é mais cartilagíneo do que fibroso, de consistência de polpa, altamente elástico e, por isto, atua como amortecedor dos choques de compressão a que é sujeito. O núcleo pulposo é mantido em posição pelo ânulo fibroso e pela pressão das vértebras.

Os movimentos de gangorra de uma vértebra sobre outra provocam compressão de parte do ânulo fibroso e borda do núcleo pulposo na direção do movimento, enquanto se expandem suas partes opostas. Na hérnia traumática, movimentos bruscos de flexão (especialmente associados à rotação) lesam o ânulo fibroso concorrendo para migração posterior ou látero-posterior do núcleo pulposo, salientando-se no canal vertebral e comprimindo raízes nervosas ou, mesmo, a medula espinal.

 

 

TERAPÊUTICA E EXERCÍCIOS NA HÉRNIA DE DISCO

 

Cerca de 90% dos casos podem ser solucionados sem cirurgia. Mais uma vez, a primeira necessidade após o trauma é reduzir a dor para que o indivíduo comece o mais cedo possível o treinamento conservador. A terapêutica, nesses casos, consiste em repouso e no uso de medicamentos (analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, ansiolíticos) e nos caso mais agudos, intervenções cirúrgicas como microcirurgias, atrodeses ou atroplastias (vide ilustração). Assim que o indivíduo sair da fase aguda este deverá iniciar com exercícios fisioterápicos. Terminada a etapa da fisioterapia, o indivíduo deverá ser encaminhado para a musculação para continuar o trabalho de fortalecimento muscular local e global de sua sustentação postural.

Obviamente, antes de se iniciar o treinamento em musculação o indivíduo herniado, assim como qualquer outro, deve ter passado pela avaliação funcional e nela detectados seus desvios posturais e grau de encurtamentos dos diversos grupos musculares. Assim e somente assim é possível para um professor de Educação Física selecionar especificamente os exercícios que serão utilizados.

Apesar da hérnia de disco ser o elo comum, esta apresenta sutilezas de caso para caso, que o professor de Educação Física deverá observar para que a melhor abordagem seja adotada para cada indivíduo. Então, na sessão de musculação do herniado teremos:

 

EXERCÍCIOS DE ALONGAMENTOS – Evitar movimentos de flexão, torção ou retificação da coluna. Usar apenas a fase leve do estiramento resistente do método de alongamento estático, de modo que o herniado possa se concentrar em manter uma boa postura durante a execução dos alongamentos. Já que o realinhamento postural passa por uma maior consciência corporal e os alongamentos são fundamentais no desenvolvimento dessa também indo além de desenvolver a flexibilidade específica desse ou daquele grupo muscular que se está alongando.

Encurtamentos musculares significativos de Isquiosurais e Glúteo Máximo colaboram para uma retroversão de quadril (agente propensor à hérnia discal). Portanto, precisamos enfatizar o alongamento destes, mas selecionando posturas que evitem a flexão da coluna ou retroversão pélvica que acentuariam ou retornariam com o quadro de dor.

 

EXERCÍCIOS DE MUSCULAÇÃO - A seleção e evolução dos exercícios será extremamente pessoal, pois dependerá de lastro prévio em relação ao treinamento da musculação, extensão da lesão e/ou formas de terapias adotadas com o indivíduo após o herniamento. O foco principal será o fortalecimento da musculatura paravertebral em conjunto com os demais estabilizadores do segmento afetado. Por exemplo, como as hérnias mais comuns são as dos discos lombares, pode-se partir do mais simples exercício de sustentação isométrica da coluna evoluindo até o mais complexo exercício de levantamento terra esticado, embora dando atenção também a musculatura de sustentação do Core!

Durante a execução de todo e qualquer exercício deve-se evitar uma postura de retroversão da pelve, a qual deverá ser mantida em posição NEUTRA o tempo todo. Essa tendência à retroversão da pelve é facilmente observável nos exercícios de Leg Press, Supino quando se colocam os pés sobre o banco, e uma enorme variedade de exercícios na posição assentado. Cabe ao professor “fiscalizar” atentamente a sustentação do bom alinhamento da Coluna Vertebral durante a execução de todo e qualquer exercício, não apenas no caso do herniado, pois erros de execução podem induzir indivíduos saudáveis à uma hérnia também! Com o passar do tempo e a completa ausência de sintomas por parte do indivíduo, pode-se começar a explorar novos ângulos e sentidos de movimento de maneira a recuperar a funcionalidade completa da Coluna Vertebral.

 

EXERCÍCIOS AERÓBIOS – Num primeiro momento, a dor discogênica, pode provocar uma alta intolerância para sentar, excluindo os exercícios em bicicleta estacionária. Na caminhada, a boa postura deve ser observada de perto. A evolução de tempo e intensidade vai de caso para caso de acordo com a tolerância e ausência de dor.

 

A imagem abaixo complementa as informações apresentadas acima, clique sobre a imagem para ampliar.

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 Fiquem de olho, porque eu estou!

Bons treinos e até a próxima!

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22 out

Obtenha Pernas firmes e modeladas!

Abordo um assunto muito polêmico entre as pessoas que treinam pernas e querem resultados, como aumento de volume muscular e definição. Sempre ouço a famosa frase dos meus clientes quando se trata de treino de pernas:  “Quero aumentar coxa e levantar o bumbum”  ou “Quero definir coxa e diminuir o culote”…

Pretendo auxiliar vocês nos treinos e orientar nas dúvidas que possivelmente possuam. Lembro sempre, que o assunto abordado nesse artigo será bem amplo. Irei utilizar diversos exercícios em um único sistema de prescrição de treinamento e que antes de realizar esse treino, devem ser orientados por um educador físico que irá selecionar os exercícios a serem executados.

Treinamento de pernas com a divisão de exercícios de acordo com as articulações envolvidas na execução do movimento. Um treino muito prazeroso de se realizar e com ótimos resultados. Minhas clientes vem obtendo ótimos resultados e relatam que estão felizes e satisfeitas com o volume, o tônus e a definição muscular que estão obtendo.

O treino será dividido em duas partes, onde o primeiro treino irá trabalhar com exercícios multiarticulares, envolvendo as articulações do quadril e o do joelho durante a execução. Podem ser utilizados os seguintes exercícios nessa fase:

  • Agachamento Reto;
  • Agachamento Smith;
  • Agachamento Hack;
  • Avanço Livre;
  • Avanço no Smith;
  • Avanço no Hack;
  • Leg Press 45 e leg Press 60.

O segundo treino irá trabalhar com exercícios monoarticulares, envolvendo a articulação do quadril ou do joelho, podem ser utilizados os seguintes exercícios nessa fase:

  • Extensora;
  • Flexora em pé;
  • Flexora deitado;
  • Flexora sentado;
  • Adução;
  • Abdução;
  • Glúteo 4 apoios máquina;
  • Glúteo 4 apoios livre.

 Os treinos podem ser realizados da seguinte forma:

  • Pernas Multiarticulares : Segunda e Sexta-feira;
  • Pernas Monoarticulares: Quarta-feira.

 

“Façam o treino e comentem os resultados, outros leitores podem se basear nessas informações!!!”

22 out

Treinar em Jejum Emagrece? Mito ou Verdade?

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Você costuma treinar em jejum?! Algumas pessoas treinam em jejum, com o intuito de elevar a queima de gordura ou porque treinam cedo e não gostam de tomar café da manhã assim que acordam.

Em tese, acordar de manhã e ir para o treino aeróbio direto, sem café da manhã e de estômago vazio, o corpo seria obrigado a usar gordura em vez de açúcar para manter os níveis de energia.

Realmente, durante o jejum, a gordura é disponibilizada para a queima e fornecimento de energia. Contudo, este processo é limitado. Desse modo, a partir de certo momento (o que depende da modalidade, intensidade e tempo da atividade), o organismo começa a utilizar massa muscular para fornecer energia para a atividade.

 

Há controvérsias quando o assunto
é Treinar em Jejum!

 

Um estudo publicado no Strenght and Conditioning Journal diz que quem treina de estômago vazio queima mais músculos do que gordura estocada. A pesquisa foi realizada com um grupo de ciclistas que comiam antes de treinar e outro que praticava exercícios em jejum.

Segundo o autor Brad Schoenfeld, que é um fisiculturista avesso a drogas e dá aulas no Lehman College (EUA), o resultado analisado foi que os que treinavam sem nada no estômago tinham cerca de 10% das calorias queimadas vindas de proteínas, ou seja, utilizadas da massa muscular. Isso ocorre porque quando a pessoa está muito tempo em jejum, há liberação do hormônio cortisol, que inibe a queima de gordura e quando se pratica exercício de estômago vazio, o corpo acaba usando a massa muscular como energia.

Brad Schoenfeld também diz que o metabolismo de gorduras não deve ser medido em questão de horas, como estudos anteriores fizeram, e sim de dias. Ou seja, pode até ser que, durante o treino, o organismo “queime” mais gorduras, mas não necessariamente ele deixará essa eliminação por menos nos dias subsequentes.

Outra questão levantada por Brad Schoenfeld é um engano entre lipólise e oxidação de gorduras. Schoenfeld explica que, durante exercícios de intensidade moderada a alta, ocorre uma maior quebra de moléculas de gordura, mas elas não são todas oxidadas. E o que acontece com essas moléculas de gordura quebradas e não oxidadas é que elas voltam a ser depositadas no corpo. Além disso, metade dessas moléculas, na verdade, provém do próprio músculo, de regiões que não interferem na silhueta.

Para Schoenfeld, comer antes do exercício traz muito mais vantagens do que não comer. “Estudos mostram que uma quantidade bem maior de calorias é queimada depois do exercício em quem se alimenta antes”, diz.

Esses resultados contrastam com os de um estudo publicado por uma equipe de pesquisadores da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, segundo o qual o exercício em jejum não só queima mais gordura como também promove adaptações metabólicas que melhoram o desempenho em esportes de endurance. “Nossos dados demonstram claramente que o treino em jejum é mais efetivo para aumentar a capacidade oxidativa do músculo e a degradação de gordura induzida pelo exercício”, diz Karen Von Proeyen, pesquisadora na Bélgica.

Diante de dados conflitantes como esses cada um deve investigar o que funciona melhor no seu caso e observar cuidadosamente.

Se você deseja emagrecer, tente treinar uma ou duas vezes por semana em jejum. Se você não se adequar em treinar em jejum, passar mal, ou perder muito rendimento, prefira ingerir os carboidratos de baixo índice glicêmico (IG), que são digeridos mais devagar. Eles vão “liberando” o açúcar para a corrente sanguínea aos poucos, mantendo os níveis mais próximos do normal o tempo todo. Uma alimentação balanceada em carboidratos de baixo IG deixará a glicemia estável, e o corpo poderá investir na gordura.

Portanto, responder se treinar em jejum emagrece é muito relativo, pois de acordo com pesquisas, não existem provas para defender ou não a prática de exercícios físicos em jejum. Algumas pessoas se adaptam melhor a esta situação e outras para garantir o bem estar durante os treinos precisam se alimentar, como eu.

E, se o jejum limitar a intensidade e a duração do exercício, o gasto calórico nessa sessão de treino será menor e, por isso, o jejum não terá sido válido.

 

Então, é cada um conhecer seu corpo e usar as estratégias que mais deem resultado!

 

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21 out

LEVANTAMENTO TERRA e sua importância no Treino Feminino!

levantamento-terraMuitas mulheres nem cogitam a hipótese de fazer o Levantamento Terra. Contudo, o Levantamento Terra é um dos melhores exercícios para desenvolvimento da força, tanto para homens como para mulheres. O problema maior é que as MULHERES quando começam a treinar com mais seriedade a musculação, ainda possuem uma mentalidade derrotista e na verdade, não acreditam que sejam “fortes” o suficiente para utilizar altas cargas. É numa hora dessas, que gosto de fazer essas pessoas puxarem pela memória de quando começaram a treinar com suas “ridículas cargas de iniciantes” (como devem ser) e olhavam para o lado, achando um ABSURDO alguém empurrando 250 – 300kg num Leg 45° e que hoje, também o fazem com facilidade. É a mesma coisa com o Levantamento Terra; onde como, para qualquer exercício de maior complexidade de execução, existe uma necessidade de uma preparação de base do padrão postural (flexibilidade e resistência muscular) e cardiorrespiratória, associado à progressão de cargas!

 

 

O LEVANTAMENTO TERRA
NA AQUISIÇÃO DE FORÇA E CONFIANÇA

 

Os ganhos de Força e Confiança não podem estar separados, muito pelo contrário, estão unidos em se tratando de uma mulher executando o Levantamento Terra. Sociologicamente falando, desde a mais tenra idade incute-se na cabeça das mulheres que estas são o “sexo frágil” e não raramente, vemos as que acreditam que devam ficar com seus “pesinhos cor-de-rosa” de 1 ou 2kg! FALA SÉRIO!!! A verdade é que a sensação de se arrancar do chão uma carga equivalente ao o próprio peso corporal ou até acima (como de fato acontece) é ÓTIMA! Deste modo, o Levantamento Terra desenvolve não apenas a força, mas também a confiança de “SER CAPAZ” e isto, se torna um “valoroso utensílio de bolsa” para toda mulher “safa”. Essa confiança acaba por transcender da sala de musculação para inúmeras outras áreas na vida de uma mulher! Atenção rapazes com as mulheres que fazem LEVANTAMENTO TERRA, essas são “AS MULHERES”!

EU NÃO QUERO FICAR GRANDE, ROLIÇA E “VERDE”. É absolutamente falsa a crença que ainda persiste entre muitas mulheres de que se treinarem realmente pesado, se tornarão um MONSTRO DE MÚSCULOS! MENINAS, O “HULK” É MENINO E FOI EXPOSTO A RAIOS GAMA! rsrsrs… Como já mencionei em outro artigo, a Testosterona é um dos principais hormônios para a construção muscular e as meninas também a produzem, mas em quantidades muito inferiores a dos meninos. Assim sendo, não irão “inchar balonicamente”, a não ser que tenham algum problema de desequilíbrio hormonal. Trocando em miúdos, vocês podem treinar o quão forte queiram sem o “pânico” de ficar musculosas em demasia!

 

LEVANTAMENTO TERRA E ACELERAÇÃO METABÓLICA

 

Outro grande benefício para as mulheres advindo do Levantamento Terra é o quanto este acelera o metabolismo. Um metabolismo acelerado significa que seu organismo eficientemente queimará mais gordura! Quanto mais gordura corporal você reduzir pelo treino regular com o Levantamento Terra, melhor você vai se ver e se sentir (desde que esteja mantendo uma alimentação adequada, é claro)!

Músculos, como infinitas vezes repetido, consomem mais energia do que qualquer outro tecido corporal. Portanto, quanto mais músculos você desenvolver, mais gorduras seu corpo metabolizará ao longo do dia, para mantê-los abastecidos. Uma vez que o Levantamento Terra possui a capacidade de estimular mais ganhos de massa muscular, maior a possibilidade de reduzir gordura do que através da maioria dos exercícios para membros inferiores em máquinas.

 

LEVANTAMENTO TERRA PARA CONSTRUIR
“CURVAS PROVOCANTES”

 

Uma vez que as mulheres não agregam massa muscular como os homens, estas tendem a se tornarem mais curvilíneas executando o Levantamento Terra, isto porque este agrega massa muscular em pontos importantes da anatomia feminina como Glúteos Máximo e Médio (dando uma forma bem arredondada ao bumbum), Isquiosurais e Adutores, sem falar nos ganhos de sustentação postural dos estabilizadores da região lombar. Isto tudo através de um ÚNICO exercício, evitando gastar duas a três vezes mais tempo executando outros movimentos isolados.

Inclua o Levantamento Terra em sua rotina de exercícios e em pouco tempo, começará a perceber o real valor deste na aquisição da tão desejada forma dos membros inferiores e bumbum. Obviamente como já mencionado aqui, toda uma progressão de complexidade de exercícios deverá ser seguida até chegar em condições biomecânicas e neuromusculares ideais, para se executar o Levantamento Terra com segurança. Essa progressão pode começar desde o simples BOM DIA, e variações do Stiff com joelhos estendidos e usando a flexão dos joelhos (como já abordado no artigo específico desse). Nesse mesmo sentido de progressão pedagógica para o Levantamento Terra, iremos abordar a execução da variação mais simples, conhecida como LEVANTAMENTO TERRA SUMÔ.

 

FORMA DE EXECUÇÃO

  • Aproxime-se da barra, que deve estar no solo, até que esta toque suas canelas. Isto vai manter a carga próxima à projeção de seu centro de gravidade projetado no solo, reduzindo o stress sobre a coluna lombar;
  • Posicione os pés ligeiramente mais afastados que a largura dos ombros (projeção da linha lateral dos deltóides no solo);
  • Aponte os pés ligeiramente rodados para fora, mas não mais que 45° e mantenha a linha coxas sobre tíbias e tíbias sobre os pés durante as fases positiva e negativa;
  • Faça uma flexão do quadril, maior que a dos joelhos (isto não é um agachamento) e segure a barra à largura dos ombros mantendo as escápulas sustentadas em posição neutra. Pode-se usar a pegada pronada ou combinada;
  • Mantenha sua coluna em neutro e a cabeça alinhada com a coluna, preservando as curvaturas fisiológicas durante todo o movimento. JAMAIS PERMITA QUE AS COSTAS ARREDONDEM OU HAVERÁ UM ALTO RISCO DE HERNIAMENTO DISCAL;
  • Inspire e prepare-se para levantar o peso do chão mantendo o Transverso do Abdômen absolutamente contraído o tempo todo;
  • Puxe o tronco para cima estendendo o quadril soltando o ar, mantendo a barra roçando as coxas até a posição vertical;
  • Não permita a hiperextensão da coluna além da posição vertical;
  • Lentamente retorne a barra ao chão inspirando.

 

Exemplo 

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PRONTO, VOCÊ COMEÇOU A FAZER O LEVANTAMENTO TERRA!
SEU BUMBUM E COXAS IRÃO AGRADECER!

BONS TREINOS E ATÉ A PRÓXIMA!

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20 out

OVERTRAINING – Conheça seus Sintomas e Sugestões

overtrainingNa medida certa o exercício físico provoca várias alterações fisiológicas, metabólicas, musculares e psicológicas que melhoram a qualidade de vida do indivíduo. Porém, no sentido inverso, o excesso pode provocar uma doença que torna esse mesmo indivíduo cansado, desanimado, fadigado, inapetente, suscetível às lesões e o faz desistir de fazer exercícios.

OVERTRAINING significa uma sobrecarga ou um excesso de estimulação: um aumento muito rápido do número ou da intensidade das sessões de treinamento, instruções forçadas de movimentos tecnicamente muito difíceis, métodos de programas de treinamentos unilaterais ou muito intensos, pausas de recuperação insuficientes, alimentação deficiente e outros distúrbios (vide KEUL, 1978; FINDEISEN; LINKE; PICKENHAIN, 1976; ISRAEL, 1976).

O overtraining era uma doença associada somente a atletas profissionais e amadores. Porém, atualmente, o culto ao corpo perfeito está desenvolvendo essa doença nos frequentadores de academias, principalmente no verão, quando muitas pessoas fazem dietas hipocalóricas e ficam horas na academia, com a doce ilusão que irão “secar” e “ganhar” massa muscular rapidamente.  Nessa busca incessante pelo corpo “sarado” muitos exageram e acabam ficando doentes e desistem de se exercitar e, assim não conseguem sequer chegar perto dos seus objetivos.

O excesso de treinamento pode ser distinguido em basedovóideo (SIMPATICOTÔNICO) e adisonóideo (PARASSIMPATICOTÔNICO):

OVERTRAINING BASEDOVÓIDEO (SIMPATICOTÔNICO): caracteriza-se pela predominância de processos de estimulação e intensa atividade motora. A recuperação após as atividades (cargas) é insuficiente e retardada. É facilmente diagnosticado, pois o indivíduo sente-se doente e com diversos sintomas característicos. Segundo Israel (1976):

Suscetibilidade à fadiga, excitação, distúrbios do sono, inapetência, perda de peso, tendência ao suor, suor noturno e mãos úmidas, olheiras, palidez, dores de cabeça frequentes, taquicardia, variação da pressão arterial, maior frequência cardíaca de repouso (FC), aumento do metabolismo, temperatura corporal levemente aumentada, dermografismo vermelho e difuso, retorno lento/retardado da (FC) ao seu valor inicial após atividade física, comportamento usual da pressão arterial (PA), hirpepnóia anormal sobre atividade, hipersensibilidade sensorial (sobretudo acústica), pouca coordenação dos movimentos, redução do tempo de reação, reações erradas, tremor, recuperação retardada, intranquilidade interior, rápida estimulação, excitação, depressão.

OVERTRAINING ADINOSONÓIDEO (PARASIMPATICOTÔNICO): Caracteriza-se pela predominância de processos de inibição, fraqueza física e falta de atividade motora. O indivíduo não se encontra em condições de mobilizar a energia necessária para participar de uma competição ou realizar exercícios de alta intensidade que fazia antes. Essa forma de overtraining é mais difícil de ser reconhecida, pois quando em repouso não apresenta sintoma algum, os sintomas sobrevêm furtiva e inesperadamente. Segundo Israel (1976):

Leve fadiga (anormal), inibição, ausência de distúrbios do sono, apetite normal, peso constante, temperatura corporal normal, nenhum sintoma de cefaleia, bradicardia, metabolismo normal, temperatura corporal normal, retorno rápido da (FC) ao seu valor inicial após atividade física, aumento da PA (>100 Torr) durante e após atividades, nenhuma dificuldade respiratória, baixa coordenação dos movimentos (apenas sob atividades/cargas de alta intensidade), tempo de reação normal ou levemente maior, boa capacidade de recuperação, tranquilidade, humor normal.

Obs.: As medidas para tratamento de ambas as formas de overtraining devem ser avaliadas e orientadas por um médico especialista.

A seguir, conforme Israel (1976):

Obs: A exclusão de todos os fatores sociais e biológicos que favorecem a instalação de um ou outro tipo de overtraining:

  

MEDIDAS PARA TRATAMENTO OVERTRAINING

 

OVERTRAINING BASEDOVÓIDEO (SIMPATICOTÔNICO): grande redução do treinamento específico – resistência básica, nenhuma intensidade e em casos mais difíceis, recuperação ativa; natação, jogos, ginástica de relaxamento, mudança de ambiente (de média altitude), leve radiação ultravioleta, massagens, banhos com variação de temperatura (bromo, Baldriam, etc.), sauna leve.

ALIMENTAÇÃO: rica; alimentação básica enriquecida com polivitamínicos (A, B, C); proteínas até 2g/dia, eventualmente (RECEITADOS POR MÉDICO ESPECIALISTA) estomáquicos, psicofármacos, sedativos, tônicos, (álcool em pequenas doses-estomáquicos e sedativos), hipnóticos, psicoterapia – tranquilizante e de relaxamento.

Overtraining basedovóideo, quando corretamente tratado, pode ser resolvido num período de 2-3 semanas. Assim que os sintomas desaparecerem e o indivíduo sentir-se bem, pode-se retomar o treinamento específico, porém, as atividades de treinamento devem ser periodizadas e aumentadas lentamente, a fim de evitar recaídas.

 

OVERTRAINING ADSONÓIDEO (PARASSIMPATICOTÔNICO): redução do volume do treinamento, alternância no mesmo, treinamentos de intervalos e intensivo. Jogos, ginástica (exercícios de relaxamento e de força rápida), ambiente constante (mar, calor), luz, massagem (em beliscões), utilização drástica de água (jatos energéticos), banho de CO2, curtos períodos de sauna alternada com água fria, consumo total de energia.

ALIMENTAÇÃO: Adequada, ácida, rica em vitaminas e em proteínas, nenhum medicamento; café (0,2g de cafeína), psicoterapia – para ativação.

Overtraining adsonóideo, requer semanas ou até meses para ser eliminado. Após a retomada do treinamento, a carga deve atingir o seu valor inicial (antes da interrupção do treinamento) após umas seis semanas, em corroboração Israel (1976).

 

Um  forte abraço e até o próximo post!

 

Referência: Treinamento ideal – Jürgen Weineck

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20 out

Treinar com Gripe faz Mal?

Treinar ou ir par academia com GripeFim de dia sofrido, mal estar, corpo cansado, olhos e nariz ardendo e um suor frio… Pois é, gripei… E aproveitando a deixa da minha gripe, vamos falar sobre gripe e treinamento.

Sabem que não sou médico, então se você estiver com sintomas e não sabe o que é, procure um médico não um Educador Físico! O que farei aqui é dar minha opinião pessoal sobre treinar enquanto estiver doente, digo por experiência própria, assim como a musculação foi formada por métodos práticos-teóricos e não teóricos-praticos, venho dizer da minha prática relacionado ao assunto.

Seja gripe, resfriado, alergia, virose ou o que for haverá divergência de opiniões, mas o que vai valer para mim é o quanto isso pode me atrapalhar… Certamente me sentirei mais fraco, o nariz talvez esteja escorrendo e isso gera um desconforto, mas como gripes fortes não costumam me pegar tão fácil, eu ainda me exercito e darei o melhor de mim naquele dia, que pode não ser o meu melhor e sim uma intensidade muito fraca se comparada com os dias bons, mas será o melhor de mim para a situação em que me encontro. O que acontece também é que vou consumir mais água do que o normal, quero que tudo de ruim vá logo embora e a água é nosso meio de transporte, me asseguro também de manter uma alimentação mais leve para não sobrecarregar em demasia o organismo com digestões dificultadas mas que possa nutri-lo bem.

Você deve sentir seu corpo e conhecê-lo, no meu caso, o que me irrita bastante é ter que assoar o nariz em quase todos os descansos…rsrsrs

Nesse momento aposto que alguém está dizendo que minha imunidade vai cair ainda mais se eu treinar forte e realmente pode acontecer dependendo do nível de estresse que seja aplicado nesse treino, e claro que é um desgaste a mais para o corpo que já está sobrecarregado! Vai dizer que é melhor descansar né?! Mas o fato é que me sinto muito melhor, revigorado e mais disposto depois de um treino que, torno a repetir, não terá a mesma intensidade de antes…

Como falei antes, tudo vai de quão forte a doença te pegou, se está com uma virose, ou uma gripe mais forte, se sente fraco, com febre, vomita, tem diarreias, tem dificuldades para se locomover ou algo nesse grau, você deve realmente ficar quietinho em casa, até porque a academia é um ambiente onde muitas pessoas podem ter contato com você e o contágio pode ser alto… Nesse estado, se deseja se sentir melhor e sarar logo para voltar aos seus treinos o descanso é a melhor opção,nem pense em ir à academia! Se hidrate, se alimente bem e descanse…

No caso da segunda opção, quando a doença realmente te pegou de jeito, sinta seu corpo, ele lhe dá sinais de melhora ou piora, espere você conseguir se alimentar normalmente para retomar suas atividades e quando voltar, não vá com tanta sede ao pote, comece com calma, faça rotinas mais leves de corpo inteiro para sentir como seu corpo reage e, como falei, ele dá sinais bons e ruins e se algum sinal for negativo, espere mais um pouco… Calma, degrau por degrau, você retoma a intensidade normal sem grandes perdas.

Se ficar com dúvidas se deve ou não ir, dê uns dias de recuperação ao seu corpo, ele merece e precisa!!

 

Se estiver com Gripe…
Se HIDRATE, se ALIMENTE BEM e DESCANSE…

 

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19 out

Treino de Pernas para Avançados

treino-de-pernas-avancadoAssim como a musculatura dos glúteos (bumbum), pernas bonitas e saradas são o desejo da maioria das mulheres. Quanto aos homens, ainda existem aqueles que insistem em não treinar essa região do corpo, preferindo ficar com aquele aspecto de “sorvete de casquinha”, o que é um erro. Mas felizmente, este quadro vem mudando bastante nas academias e, quem realmente leva a sério seus treinos sabe como é importante trabalhar o corpo como um todo.

O treino em questão, visa às regiões: anterior (quadríceps), posterior (isquiotibiais), póstero medial de coxa (adutores) e as panturrilhas.

Então galera, vamos às dicas para turbinar seu Leg Day!

 

QUADRÍCEPS

  • Agachamento no Smith Machine: (Este exercício engloba diversos agrupamentos musculares envolvidos como os glúteos, isquiotibiais, panturrilhas e não somente os quadríceps. Então, atenção na hora de configurar sua série. Deixe isso para os profissionais de Educação Física) Não posicione os pés muito a frente do tronco. Capriche na execução e nas cargas, respeitando seus limites: 5 Séries de 8 a 10 repetições com fase excêntrica mais lenta;
  • Leg Press 45º: 8-10-12-15 repetições (diminuindo as cargas). Caprichem nas cargas. A primeira com força total! São repetições máximas! Intervalos de 2min, aproximadamente;
  • Cadeira Extensora unilateral: 4 X de 5+5+5 repetições (Drop-Set), realize 5 repetições máximas. Em seguida diminua o peso, sem intervalo e realize mais 5. Diminua outra vez e realize mais 4 ou 5 repetições. Isso é 1 série. Realize 3 séries. Descanse pelo menos 2 minutos.

 

ISQUIOTIBIAIS (Posteriores de coxa)

  • Mesa Flexora unilateral: 4 X de 8 a 10 repetições;
  • Cadeira Flexora: 4 X de 8+8 (Drop-Set);
  • Flexão de joelho em pé com caneleira: 3 X 8 a 10 repetições;

 

ADUTORES DE QUADRIL

  • Cadeira Adutora de quadril: 4 a 5 X de 10 repetições com isometria de 3 segundo em todas as repetições;
  • Adução de quadril no cross over: Coloque a presilha específica presa no pé, posicionado ao lado do aparelho. Realize a adução do quadril. Atenção à postura. 3 a 4 X de 10 a 12 repetições.

 

PANTURRILHAS

  • Panturrilheira Solear: 4 a 5 X de 12 repetições. Realize as repetições com velocidade moderada. Algumas pessoas realizam principalmente exercícios para panturrilhas e abdominais numa velocidade muito alta. Esse é um dos motivos por não alcançam os resultados esperados;
  • Flexão Plantar no Leg Press: 4 X 5+5+5 (Drop-Set), com as mesmas recomendações da Panturrilheira solear.

 

Este treino é para alunos avançados. Se não se enquadra neste perfil, não tente. Vá com calma, meu jovem! Vale ressaltar que aqui, não estou levando em consideração individualidade biológica, sexo, idade, patologias etc… Nunca realize seus treinos antes de ser orientado diretamente, por seu professor de Educação Física. Antes de iniciar procure um médico. Logo em seguida procure seu professor, faça uma avaliação, converse com ele sobre seus objetivos e eu lhe garanto que este, será o melhor caminho para alcançá-los.

Não monte seus treinos por conta própria. Treine com inteligência e deixe que seu professor prescreva seus treinos. Seu corpo agradece. Pode apostar que os resultados serão muito mais expressivos.

Se você procura o máximo de resultados e com o máximo de segurança, invista em um Personal Trainer. Garanto que faz toda a diferença.

Só aceite orientações de quem realmente estudou para isso. Treine com garra, determinação e inteligência. Enviem suas dúvidas. Será um prazer ajudar.

 

Bom Treino de Pernas e até a próxima!!!

 

Referências:
DANGELO, J.C.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Ed. Atheneu, 2ª Edição, São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto e Belo Horizonte. 2005;
McARDLE, W. Katch, W. Katch. Fisiologia do Exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 7ª Edição. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2011;
HAMILL, J.; KNUTZEN, K.M. Bases biomecânicas do movimento humano. 2ª edição, São Paulo: Manole, 2008.

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